segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Marcelo Crivella cumpre agenda em Campos e Macaé

Michelle Gomes e Alexandre Bastos
Fotos: Michelle Gomes
“Tem candidato com a ficha mais suja do que a do Fernandinho Beira-Mar”, disparou o senador Marcelo Crivella (PRB) em sua passagem por Macaé e Campos no dia de ontem. Deixando de lado o clima “paz e amor”, o candidato ao governo do Estado criticou os adversários e garantiu que o seu “compromisso não é com empreiteiros poderosos, mas sim com o povo”.
Crivella iniciou a agenda com uma caminhada pelo calçadão do centro de Macaé. Acompanhado por candidatos a deputado e militantes, o candidato transformou uma mureta que cerca as jardineiras do calçadão em palanque e discursou: “Tenho uma preocupação muito grande com Macaé e toda essa região que cresceu muito por conta do petróleo. Macaé é uma pérola do estado do Rio de Janeiro. Como governador vou combater essa violência que cresce a cada dia nesses municípios do Norte e Noroeste”, prometeu o candidato.
Em Campos Crivella realizou uma carreata que teve início em Ururaí. Logo em seguida, cumpriu agenda em frente ao Mercado Municipal e caminhou nas ruas do Centro. Ao lado dos vereadores Dayvison Miranda (PRB) e Alexandre Tadeu (PRB), e do candidato a vice-governador em sua chapa, general Costa Abreu (PRB), Crivella fez um breve discurso na Praça São Salvador e disparou: “Tem candidato com a ficha mais suja do que a do Fernandinho Beira-Mar. Já a minha ficha é limpa. O eleitor precisa ficar bem atento”, afirmou o candidato, que não citou quem seria o “ficha suja”. No entanto, na última sexta-feira, durante sabatina na Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), ele criticou o deputado federal Anthony Garotinho (PR) e deixou perguntas no ar: “Vocês vão querer eleger um homem que vai estar o tempo todo sujeito a ser apeado do governo? A Justiça é lenta, mas o processo corre. Em um desses 32 processos, ele vai perder. Já pensou o estado ficar sem governador?”, instigou Crivella, completando que, quando o mau exemplo vem do governador, “a roubalheira acontece nos mais diversos setores”.
Ao comentar sobre a sua campanha, o senador do PRB classificou como a mais humilde.
— Não tenho o apoio de partidos nem de empreiteiros poderosos. Por isso, poderei fazer um governo isento, sem dever favores aos poderosos. Meu compromisso é apenas com a população — afirmou o candidato.
Senador comenta sobre desempenho de Campos no Ideb
Após o senador Lindbergh Farias (PT) citar o desempenho da Educação de Campos no ranking do Ideb, ontem foi a vez do senador Marcelo Crivella. Ele alfinetou o governo Rosinha Garotinho (PR). “Como pode uma cidade que recebe R$ 1,5 bilhão por ano com royalties ficar em último lugar no ranking do Ideb, que avalia a Educação básica? Isso precisa mudar”, completou.
Sobre a Educação, ele comenta: “Investir na escola técnica é fundamental. Outra questão é que o piso e o reajuste não são feitos da forma como deveria. Nossos professores não têm plano de saúde, mesmo o nosso estado tendo recurso per capita igual ao de São Paulo. Não entendo como se pode deixar a educação de lado e, ao mesmo tempo, fazer uma campanha de R$ 100 milhões para se eleger”, afirmou, cutucando os gastos de campanha do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Fonte: Folha da Manhã

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