Caso Telexfree: Justiça barra inquérito que
investigava divulgadores no Acre
Cinco pessoas que
tiveram lucros expressivos na rede estavam na mira da polícia civil
Manifestante
participa de protesto a favor da Telexfree na cidade de São Paulo, em 29/6
O desembargador Francisco Djama, do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC),
suspendeu um inquérito policial que investigava ao menos cinco grandes
divulgadores da Telexfree no
Estado. O pedido foi feito pelos advogados empresa.
A Telexfree é suspeita de ser um esquema de pirâmide financeira e está com as contas bloqueadas desde o dia 18 de junho .
Os representantes negam irregularidades .
"Divulgador" é o nome dado a quem pagou uma taxa de adesão à
Telexfre com a promessa de lucrar por meio da postagem de anúncios na internet,
da venda de pacotes de telefonia por internet (VoIP, na sigla e inglês) e do
recrutamento de mais pessoas para a rede. Os grandes divulgadores são chamados
de Team Builders .
Os sócios Carlos
Costa, Carlos Wanzeler, Lyvia Wanzer e James Merry já vinham sendo investigados
criminalmente no Espírito Santo (ES), onde a empresa tem sua sede. Nas últimas
semanas, uma segunda investigação foi aberta para apurar eventuais crimes
cometidos no Acre, a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao
Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado (MP-AC).
Em ambos os
inquéritos, são investigados delitos como lavagem de dinheiro, formação de
quadrilha e crime contra a economia popular – esse último, o tipo usado para
punir quem monta pirâmides financeiras.
Defesa
questiona 2 inquéritos ao mesmo tempo
Para a defesa da Telexfree, a lei impede que duas investigações semelhantes
possam ser tocadas ao mesmo tempo. "No Espírito Santo, o inquérito já
havia sido apreciado pelo juiz [ que negou um pedido de prisão
dos sócios ]", diz Alexandro Teixeira Rodrigues, um dos
advogados da empresa. Por isso, tem preferência em relação ao do Acre.
No Acre, porém, a
polícia estava centrando suas investigações nos grandes divulgadores –
responsáveis por angariar numerosos outros associados para a rede Telexfree. Ao
menos cinco deles haviam sido ouvidos pela Delegacia de Combate ao Crime
Organizado (Decco) que, segundo um policial ouvido pela reportagem, "de
fato tiveram enriquecimento ilícito."
"Em tese, eles
também estariam cometendo crime contra a economia popular e formação de
quadrilha", disse o policial, sob condição de anonimato.
Novo
mandado de segurança
Na esfera civil,
defesa da Telexfree ainda tenta derrubar a decisão judicial que, desde o dia 18
de junho, bloqueia as contas da empresa e dos sócios e impede a entrada de
novos divulgadores na rede.
Nesta quinta-feira (11), os advogados
apresentaram um novo mandado de segurança contra a decisão da 2ª Câmara Cível do TJ-AC, que no último dia 8 manteve os bloqueios .
Um primeiro mandado foi rejeitado pela desembargadora Eva Evangelista nesta
quarta-feira (10).
Fonte: IG.
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