quarta-feira, 30 de julho de 2014

Dilma não deixa de responder sobre polêmicas

Mário Sérgio Júnior
Foto: divulgação
A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, participou na tarde de segunda-feira (28) de sabatina promovida pelo jornal Folha de São Paulo, em parceria com a rádio Jovem Pan, o site UOL e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Na entrevista, Dilma falou sobre o atual cenário econômico do país, corrupção, eleições, Petrobras, a situação de Israel e o caso do banco Santander, que enviou a seus clientes de alta renda uma análise em que sugere uma deterioração da economia na hipótese de reeleição da presidente.
Dilma afirmou que irá tomar uma decisão “bastante clara” em relação ao banco Santander. Apesar de a instituição financeira ter protocolado um pedido de desculpas ao governo, a presidente ressaltou que foi “bastante protocolar” e afirmou que o episódio foi “lamentável e inadmissível para qualquer candidato”. “Sou presidenta e tenho que ter atitude que seja mais prudente”, disse ao acrescentar que antes de qualquer medida, pretende conversar. “Eu conheço bastante bem o presidente do banco. Eu pretendo, inclusive, conversar a respeito”, declarou.
Em relação à economia do Brasil, Dilma afirmou que a inflação não está descontrolada e que o Brasil está enfrentando “da melhor forma possível” a crise econômica mundial. “O mesmo pessimismo que ocorreu com a Copa, está acontecendo com a economia. Economia é expectativa. Nos países do G20, fomos um dos que mais cresceram”, disse.
Sobre a Petrobras e a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), alvo de investigações por suposto superfaturamento, a presidente ressaltou que o conselho de administração ao qual fazia parte durante a aquisição do empreendimento não aprovou a segunda fase da compra. “Do ponto de vista da minha situação, eu queria lembrar que o conselho de administração é um colegiado. Estavam presentes no conselho, naquele momento, empresários e pessoas de grande experiência na área de negócios. [...] O que aconteceu conosco? Não tivemos todos os dados. Tanto o Tribunal de Contas quanto o Ministério Público percebem as condições e eu fui afastada desse processo. Não tem como me condenar por Pasadena”, declarou. Já em relação à corrupção, foi categórica em dizer: “Não tolero, não compactuo, não aceito corrupção”.

Fonte: Folha da Manhã

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