sexta-feira, 9 de maio de 2014

Corpo do cantor Jair Rodrigues será velado na Alesp

O cantor Jair Rodrigues morreu na manhã desta quinta-feira (8), aos 75 anos, em sua casa em Cotia, na Grande São Paulo. O corpo será velado a partir das 20h desta quinta no hall principal da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O cortejo sairá da Alesp entre as 9h e as 10h de amanhã (9), rumo ao Cemitério Gethsemani, no Morumbi, zona sul da capital paulista, onde será feito o sepultamento às 11h. Segunda sua assessoria de imprensa, o artista foi para a sauna de sua casa na noite da quarta-feira (7) e não saiu mais de lá. A família só encontrou seu corpo por volta das 10h. No final da tarde, veio a confirmação de que ele enfartou. Jair deixa a mulher Clodine, dois filhos (os também cantores Luciana Mello e Jairzinho) e três netos, que ainda estão muito abalados com o acontecimento. Em dezembro de 2006, na entrega do troféu “Folha Seca”, iniciativa do Grupo Folha da Manhã, ao radialista Eraldo Leite, Jair fez o show para convidados no Teatro Trianon. Antes, na década de 70, o cantor esteve em Campos em várias oportunidades participando de shows da campanha do deputado Alair Ferreira (falecido). 
De acordo com sua assessoria, Jair Rodrigues não apresentava problemas de saúde e cumpria normalmente a agenda de shows. A última apresentação foi no dia 6 de abril no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, com ingressos esgotados. Nascido em Igarapava, em São Paulo, no dia 6 de fevereiro de 1939, Jair Rodrigues começou a carreira nos anos 1960 em casas noturnas e no rádio, em programas de calouro.
Gravou seu primeiro LP em 1962, com as canções “Brasil Sensacional” e “Marechal da Vitória”, com temática da Copa do Mundo. Jair ficou realmente conhecido a partir de 1964, com a música “Deixa Isso pra Lá”, que misturava samba, MPB e uma pitada de funk.
Boa praça, o cantor conquistou muitos amigos no meio musical, como Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Sua amizade mais frutífera foi ao lado da cantora Elis Regina, que conheceu em 1965. Ao lado da pimentinha, ele lançou três discos ao vivo, o “Dois na Bossa”, volumes 1, 2 e 3. Formou-se então a dupla Jair e Elis, que comandou o programa “O Fino da Bossa”, exibido pela rede Record.
Em 1966, defendeu a canção “Disparada”, de Geraldo Vandré, no II Festival da MPB. É a década de 1970 que vê Jair Rodrigues se transformar em um dos maiores nomes da música brasileira. Produtivo, o cantor grava mais de um disco, entre eles “Festa para um Rei Negro”, que continha o samba-enredo da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, com o refrão “Ô lê lê, ô lá lá / pega no ganzê / pega no ganzá”. Álbuns como “Eu Sou o Samba”, “Minha Hora e Vez” e ‘Pisei Chão” também foram lançados nos anos 1970.
CARREIRA VITORIOSA COMO MOSTRA A DISCOGRAFIA

A carreira de Jair Rodrigues continuou a se proliferar nos anos seguintes, com discos novos do cantor quase a cada ano, com direito a algumas coletâneas, como “500 anos de folia – 100% Ao Vivo”, lançada em 1999. Em 2000, chegaria às lojas o segundo volume do álbum e Jair faria parte da trilha sonora da novela ‘O Cravo e a Rosa’, exibida na faixa das 18 horas na Rede Globo, interpretando a canção título do folhetim.
Duas gravações de Jair Rodrigues nos anos 2000 deixaram o negócio musical do cantor em família: em 2004, ele cantou “Falso Amor/Fake Love” junto com seu filho, o músico Jair Oliveira, para o disco “A Nova Bossa”, já no ano seguinte, ele gravou a canção “Alma Negra” com a filha, a cantora Luciana Mello, para o disco de mesmo nome.
No total, sua discografia contém 44 discos, entre álbuns de inéditas e coletâneas. Apesar da idade, o cantor continuava na ativa. Seu último álbum foi “Alma Negra”, lançado em 2005 que lhe rendeu, no ano seguinte, o Grammy Latino,  na categoria de melhor álbum de samba brasileiro. (C.C.F) (A.N.)
Fonte: Folha da Manhã

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