quinta-feira, 10 de julho de 2014

Campanha começa com ataque

 

Alexandre Bastos
Fotos: divulgação
A campanha eleitoral começou definitivamente e não só com candidatos no famoso “corpo a corpo”. A onda também é atacar os adversários. A prefeita Rosinha Garotinho (PR) já deixou claro que defende a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e coloca na conta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o desgaste da petista. “Desgaste a Dilma tem por causa do Lula. Mensalão foi no governo Lula e caiu no colo da Dilma”, diz Rosinha. Ela também deixa claro que vai fazer campanha contra o Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), mesmo tendo os dois partidos ao seu lado em Campos.
Segundo Rosinha, o eleitor campista precisa ficar atento. “Campos não pode votar em Eduardo Campos, que defendeu a redistribuição dos royalties do petróleo. Sem royalties não tem vila olímpica, não tem creches, não tem as obras importantes para Campos, material escolar, compra de uniforme e não tem aumento pa-ra servidor. Aécio se juntou com o que tem de mais podre na política, o PMDB, e ele é igualzinho ao Cabral”, afirmou.
Se por um lado Rosinha ataca Eduardo Campos, por outro o senador Lindbergh Farias, candidato do PT ao governo do estado, disse não ter dificuldades de responder a eventuais cobranças dos eleitores do Norte Fluminense por causa de sua aliança regional com o PSB. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi um dos defensores do projeto de redistribuição dos royalties do petróleo aprovado no Congresso, que acabou por reduzir o volume de recursos decorrentes da produção de petróleo em alto mar recebidos pelo estado do Rio e por cidades do Norte Fluminense.
Em entrevista durante visita a Macaé, na última segunda-feira, Lindbergh defendeu Campos, que foi atacado por Rosinha. “Eu participei de todas as negociações no Congresso. É uma inverdade dizer que o Eduardo Campos era de uma linha intransigente. Muito pelo contrário. Ele sempre mostrou disposição de negociar. Sempre teve uma posição conciliadora de tentar um acordo que envolvesse todos”, disse.
Em Macaé, Lindbergh aproveitou para criticar o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), a quem atribuiu a derrota no Congresso: “Acho que faltou ao Rio maior capacidade de diálogo. Quero ser um governador que não vai se isolar do resto do pais. Acho que a posição de isolamento do governador Sérgio Cabral nos levou a uma posição de perda no Congresso”, destacou.

Antes das críticas, chegou a ter namoro
Antes de a prefeita Rosinha afirmar que “Campos não pode votar em Eduardo Campos”, o seu marido, o deputado federal Anthony Garotinho (PR), chegou a flertar com o governador de Pernambuco e afirmou que uma aliança com o PSB vinha sendo trabalhada. Ex-integrante do PSB, ele afirmou que estava “liberado” para apoiar Campos. “Abrimos conversa com o PSB, havia também conversa com o PSDB, mas quando se aproximaram do PMDB, a gente saiu fora. Sendo bem pragmático, o apoio a Dilma está relacionado à reciprocidade do governo federal.
Não quero exclusividade, quero reciprocidade, mas não está havendo. Vários partidos da base apoiando o Pezão, outros o Lindbergh, e ninguém pode me apoiar. Então eu estou liberado, posso tanto apoiar (o pré-candidato Eduardo Campos) como não apoiar. O diretório é autônomo”, dizia Garotinho em maio.
Porém, menos de dois meses depois, ele revelou que apoiaria a presidente Dilma e começou a fazer críticas ao governador Eduardo Campos.

Fonte: Folha da Manhã

Nenhum comentário:

Postar um comentário