Em 10 anos, assassinatos passam de 500 mil. A maioria das vítimas tinha de 15 a 29 anos e era negra
Cardozo cobrou melhor administração penitenciária
no Maranhão
Foto: Agência Brasil
Segundo o Mapa, o Brasil é o sétimo em mortes por cada grupo de 100
mil habitantes entre 100 países. Fica atrás de El Salvador, da Guatemala, de
Trinidad e Tobago, da Colômbia, da Venezuela e de Guadalupe. O estudo indica
ainda a disseminação da violência pelo país, principalmente nas regiões Norte e
Nordeste. De 2002 a 2012, houve crescimento dos homicídios em 20 dos 27 estados.
O índice é classificado como explosivo em sete: no Maranhão, no Ceará, na
Paraíba, no Pará, no Amazonas, no Rio Grande do Norte e na Bahia.
O Sul e o Centro-Oeste tiveram aumento de de 41,2% e 49,8%,
respectivamente. Já no Sudeste, houve diminuição significativa no Rio de Janeiro
e em São Paulo. Em Minas Gerais, o crescimento chegou a 52,3%. O levantamento
mostra que os que mais morrem de forma violenta são homens jovens e negros, de
15 a 29 anos. Em 2012, houve assassinatos de 30.072 pessoas nesse perfil, o que
representa 53,4% do total do país.
Segundo o responsável pela análise, Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da
Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências, a
diferença de mortes de brancos e negros reflete as políticas de segurança dos
estados. Elas privilegiam as áreas onde a maioria da população é branca, e de
renda maior. “Isso faz com que seja mais difícil a morte de um branco do que a
de um negro”, diz.MARANHÃO: MAIS UM MORTO EM PRESÍDIO
Subiu nesta quarta para três o número de presos mortos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Todos foram enforcados em suas celas e se enquadram no perfil da maioria registrada pelo Mapa da Violência: Jarlyson Belfort Cutrim tinha 21 anos; Jhonatan da Silva Luz, 20; e Fábio Robert Costa Pereira, 29.
As três mortes no presídio, onde no ano passado foram registrados cena de barbáries, com detentos esquartejados, acendou o sinal de alerta no Ministério da Justiça. O ministro José Eduardo Cardozo criticou o governo maranhense de Roseana Sarney, dizendo que ela precisa adotar medidas para evitar o casos no presídio.
Para ele, além de fazer presídios e reduzir a superlotação carcerária no Maranhão, é preciso melhorar a administração. “A questão ali é melhorar o sistema prisional, com maior segurança interna e melhor tratamento prisional.”
Fonte: O DIA
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