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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Futuro ministro da Fazenda, Levy admite alta nos impostos em 2015
O Dia
Rio - O futuro ministro da Fazenda, Joaquim
Levy, admitiu ontem a possibilidade de alta de impostos no conjunto de
medidas necessárias para equilibrar as contas públicas, confirmando as
previsões de aperto fiscal em 2015. Em entrevista à jornalista Miriam
Leitão, no Bom Dia Brasil, ele falou ainda sobre a chance de aumento da
Cide — o imposto sobre a gasolina —, zerada desde 2012.
Joaquim Levy diz que inflação continuará alta no primeiro mês do ano
Foto: Wilson Dias / Parceiro / Agência Brasil
Para Levy, conhecido pelo mercado
financeiro como “mãos de tesoura”, quando ajustes são feitos de maneira
firme e equilibrada a reação da economia é “muito rápida”. “Tem que
olhar os diversos gastos que já foram feitos, estancar alguns, reduzir
outros e, na medida do necessário, a gente pode considerar também algum
ajuste de impostos sempre olhando a compatibilidade com o objetivo de
aumentar nossa taxa de poupança”, explicou o futuro ministro.
Sobre a Cide (Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico), que poderá ajudar na arrecadação do
governo, Levy disse que o aumento é uma possibilidade, mas não descartou
outras ações: “Mais importante é a gente explicar o que estamos vendo, o
diagnóstico, o porquê das medidas. Desde meados do ano passado, todas
as pesquisas diziam que as pessoas queriam mudança. Parte dessas
mudanças era essa reorientação da economia para trazer mais realidade,
mais aderência ao que está acontecendo. E, na parte fiscal, um
fortalecimento.”
Ao comentar a possibilidade de a equipe
econômica atual jogar algumas despesas para 2015 para conseguir entregar
algum superávit em 2014, Levy disse que a decisão é da presidenta Dilma
Rousseff. “Se resolver pagar tudo a dívida aumenta. Se for feita alguma
modulação significa que vou ter que acomodar algumas coisas.Não existe
solução fácil”. Sensação de otimismo
Quando perguntado sobre a perspectiva de
inflação em alta em janeiro, Joaquim Levy lembrou que o primeiro mês do
ano sempre tem inflação maior, em função das correções de preços. Mas
garantiu que a situação vai melhorar. “A inflação vai entrar no devido
momento em processo de queda. O Banco Central está vigilante e vai tomar
as medidas adequadas”, avaliou.
Desde que Levy foi anunciado, o dólar disparou,
fechando a R$ 2,70, em queda de 1,23%, após seis altas seguidas. Para o
futuro ministro, a apreciação da moeda norte-americana é uma tendência
agravada pela crise do petróleo, que provoca uma aversão ao risco no
mundo.
Sobre a Petrobras, Levy se limitou a dizer que a
capacidade de reação da estatal é forte “e ela vai saber, como qualquer
companhia que enfrenta uma dificuldade, se ajustar”.
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