O oficial, o tenente Luiz Felipe Medeiros e os soldados Newland de Oliveira e Silva Júnior e Bruno Medeiros Athanasio foram denunciados por corrupção de testemunhas. Eles teriam pago a duas pessoas para mentir em depoimento e sustentar que a vítima fora assassinada pelo tráfico de drogas.
A pena varia de dois a oito anos de prisão. A denúncia foi assinada pelo promotor Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, que atua junto à Auditoria de Justiça Militar, e as promotoras Isabella Pena Lucas e Carmen Eliza Bastos, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
No documento ao qual O DIA teve acesso com exclusividade, os promotores relatam que o grupo pagou R$ 850 em dinheiro para uma testemunha afirmar no MP e na Divisão de Homicídios que Amarildo fora assassinado pelo traficante conhecido como Catatau. O dinheiro era para pagar aluguel de casa fora da Rocinha.
Outra testemunha receberia R$ 500 e fraldas descartáveis para dar o mesmo depoimento, acusando o bandido pela morte. A cobrança do material foi comprovada em mensagens de texto da testemunha para o celular do major Edson. A denúncia vai para a Auditoria de Justiça Militar. Depois das testemunhas mudarem a versão dos depoimentos, elas foram perseguidas pelos PMs.
Treze PMs estão atrás das grades
A solução do IPM que não passou pelo crivo do Ministério Público foi chancelada pelo então comandante da PM, José Luís Castro, e o corregedor, Sidney Camargo, como O DIA publicou dia 3 de julho.
Ex-comandante da UPP da Rocinha, onde a vítima foi capturada, o major Edson Santos está preso, com outros 12 PMs, acusados de envolvimento no crime.
Na 35ª Vara Criminal, o oficial responde por tortura, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e fraude processual, por ter agido com seu grupo para subornar testemunhas. Vinte e cinco são réus.
Fonte: O DIa
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