Durante os próximos 11 dias, os mais de 950 expositores esperam receber cerca de 600 mil visitantes e vender
2,5 milhões de livros. Farão parte da programação oficial eventos com
200 autores brasileiros e 26 estrangeiros, 100 sessões de debates e
cerca de mil lançamentos de livros. Os números expressivos fazem desta
edição, a maior desde que a bienal foi criada.
A ministra pediu apoio das livrarias na divulgação do vale-cultura, que a partir de outubro oferecerá auxílio de R$ 50 para consumo em cultura para trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos.
O país homenageado este ano é a Alemanha, que preparou um estande de
400 m² para divulgar sua literatura e seus autores com livros em
português e alemão, além de propiciar debates com escritores do país.Entre as novidades desta edição estão o Placar Literário, com a temática do futebol, e o Acampamento Bienal, com bate-papos voltados para o público
“A gente precisa de um país de leitores, o livro não faz parte da história do povo brasileiro e precisamos inventar isso, e estamos inventando. As crianças estão lendo, e poder ajudar para que isso aconteça é muito bom”, comemorou ele, ao dizer que não tem fãs, mas leitores. “O ser humano só está pronto depois que aprende a ler e escrever. Se ele gostar de ler, pode fazer tudo o que quiser”, completou. Ziraldo também estimulou os pais a lerem com e para os filhos.
Já o tradicional evento de debates Café Literário terá programação bem diversificada, segundo o curador Ítalo Moriconi. “Colocamos convidados dos vários segmentos da literatura. Teremos saraus em homenagem a Paulo Leminski, em homenagem a Vinícius de Moraes, saraus infantis, teremos a presença de Adriana Calcanhoto, dos autores alemães, de Ana Maria Machado”, explicou.
A visitação escolar deste ano recebeu cadastramento de 170 mil alunos. Pela primeira vez em uma bienal, o estudante Alan Isidoro, 17 anos, foi um dos primeiros visitantes do primeiro dia. Ele veio de Barra de São João, Região dos Lagos, com a escola, e comprou quatro livros de mangá, quadrinhos de origem japonesa.
“Gosto mais de ler coisas sobre a cultura oriental. Mangá é meu forte. Estes livros são meus primeiros, porque costumo ler os quadrinhos online, que são de graça. Mas estou achando incrível aqui, muitas coisas diferentes e muita variedade”, explicou.
A professora Edna Martins, do ensino fundamental, aproveitou a tarde de folga para ver tudo antes de decidir o que comprar. “Cheguei cedo, já passei em alguns estandes, vi alguns livros que posso usar em sala, e na semana que vem trago o cartão [de crédito]”, contou.
Fonte: Agência Brasil.
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