Profissionais se reuniram nas escadarias da Alerj e decidiram manter a paralisação
A decisão foi unânime dos presentes à assembleia, realizada nas escadarias da Alerj, na tarde de ontem. Os grevistas chegaram ao local após participarem de uma passeata pacífica, que partiu da Cinelândia e percorreu as ruas do Centro.Pela manhã, em reunião realizada entre representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) e o subsecretário estadual de Educação, Luiz Carlos Becker, houve acordos sobre algumas das das principais reivindicações pedagógicas pleiteadas. O Sepe será incluído no grupo de trabalho que discutirá a volta da grade curricular de 2003 — que previa um terço da carga horária dedicada ao planejamento e ainda que nenhuma disciplina tenha menos de dois tempos por semana.
Professores da rede estadual fizeram uma assembleia em frente à Alerj
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Uma nova assembleia da categoria está marcada para a sexta-feira, às 14h, em local ainda não definido. “Os núcleos do Sepe e as unidades de ensino discutirão o que nos foi oferecido até lá. Existe a possibilidade de realizarmos, neste dia, também passeata unificada dos servidores estaduais e municipais, no Centro”, avisou a diretora geral do Sepe, Marta Morais.
Greve continua também no ensino municipal
O ensino municipal continua em greve. Em decisão surpreendente na assembleia realizada nesta segunda, no Terreirão do Samba, a maioria dos cerca de 10 mil profissionais de Educação presentes optou por continuar a paralisação, que completa nesta terça 20 dias. No entendimento deles, um posicionamento do governo municipal quanto às reivindicações de caráter pedagógico é tão importante quanto as conquistas obtidas na última sexta, quando a prefeitura acatou pleitos trabalhistas.
Uma retomada imediata das atividades foi
considerada arriscada pela maioria, que acreditava que não seria mais
ouvida caso voltasse ao serviço. “A greve não é por salários, é por
mudanças na educação. Não posso voltar às salas de aula sem levar nada
para os meus alunos. Será que avançaremos nesses pontos depois de
voltarmos ao serviço?”, questionou a professora Jane Rodrigues,
referindo-se a questões como a garantia de um terço da carga horária
para o planejamento de atividades, a volta dos seis tempos diários de
aula e a diminuição do número de alunos por turma.
Após assembléia que decidiu a continuação da greve, professores seguiram em direção à Prefeitura do Rio
Foto: Estefan Radovicz / Agência O Dia
Em nota, a prefeitura se disse surpresa com a
decisão dos grevistas e lamentou que os alunos continuem sem aula. Uma
reunião entre representantes da categoria e da Secretaria Municipal de
Educação está marcada para hoje, a partir de 10h30, na prefeitura. Na
mesma hora, do lado de fora, será realizada uma vigília. Os servidores
querem urgência na análise das questões pedagógicas.
A direção do sindicato espera apresentar a posição da
administração municipal em nova assembleia, agendada para as 15h de
amanhã em frente ao Fórum. Antes disso, pela manhã, será realizada uma
audiência de conciliação, no Tribunal de Justiça, que reunirá
representantes do sindicato e da prefeitura. O resultado do encontro na
Justiça também será apresentado na assembleia realizada à tarde e pode
ditar os rumos quanto à continuidade da greve.EXCESSO DE ALUNOS
De 18.894 turmas, 2.257 têm excesso de alunos. Haverá estudo conjunto sobre o assunto.
PLANEJAMENTO
35% dos docentes não têm 1/3 da carga horária para o planejamento. Um grupo de trabalho será exclusivo para o tema.
AUTONOMIA
Já está decidido que, ao término de cada ano,incluindo 2013, os professores serão consultados se vão querer adotar os cadernos sugeridos.
CLIMATIZAÇÃO
Subiu de 65 para 130 número de escolas com ar-condicionado.
MERENDEIRAS
A quantidade de refeições vai ser revista, possibilitando a contratação de merendeiras.
EDUCAÇÃO INFANTIL
O banco de aprovados do último concurso será chamado. Os agentes auxiliares de creche serão qualificados.
REVOGAÇÃO
Foi revogada a Resolução 02 que dava ao diretor o poder de decidir qual professor remover da escola de origem.
Fonte: O DIA.
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