Mais uma manifestação contra o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), na rua do Palácio Guanabara, em Laranjeiras, zona sul, terminou em confronto entre policiais e manifestantes. O protesto reuniu cerca de 200 pessoas e 29 foram presas por policiais do Batalhão de Choque, em ação considerada arbitrária por integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Dos 29 detidos, 25 tinham sido liberadas até as 22 horas desta quarta-feira, 14.
Uma bomba de efeito moral foi lançada por PMs contra um grupo de jornalistas e socorristas que estava em um recuo na calçada. Ao contrário das últimas manifestações, a polícia voltou a usar o blindado conhecido como Caveirão e o brucutu, canhão de água. Pelo menos quatro manifestantes ficaram feridos por estilhaços de bomba e bala de borracha. Dois PMs foram atingidos no rosto por pedradas.
Às 21 horas, o advogado Rodrigo Mondego, da OAB, saiu da delegacia para dar informe para os manifestantes que aguardavam do lado de fora. "Houve prisões arbitrárias, inclusive de pessoas que nada tinham a ver com a manifestação. Segundo a Polícia Civil, não houve individualização da conduta. Por isso, não há como caracterizar crime. Pedimos tranquilidade aqui fora, enquanto liberamos os presos", disse o advogado.
Grevistas
Professores da rede municipal de ensino, em greve há uma semana, fizeram manifestação de quatro horas na zona sul do Rio. Segundo os organizadores do protesto, eram dez mil pessoas; já a Polícia Militar contabilizou sete mil. Uma assembleia rápida decidiu pela continuidade da paralisação. Não houve incidentes.
Manifestantes deixam prédio da Câmara de SP
Manifestantes começaram a deixar o prédio da Câmara Municipal de São Paulo, no Viaduto Jacareí, centro da cidade. O Palácio Anchieta foi invadido por dezenas de pessoas por volta das 19h. O grupo acompanhou audiência na Casa e bateu boca com parlamentares no plenário.
O presidente da casa, José Américo, e o vereador Ricardo Young (PPS) discutiram com manifestantes que acusavam os parlamentares de fazer uma CPI dos Ônibus "chapa branca". Os manifestantes pediam também mudanças que não cabem à legislatura municipal, como a desmilitarização da PM. Américo marcou com os eles uma audiência para a próxima quinta-feira. "Sou a favor do protesto, mas não do quebra-quebra", disse.
Por volta das 21h, o vereador José Américo (PT) encerrou sessão na Câmara Municipal de SP e disse a manifestantes que documentos da CPI dos Transportes estarão disponíveis em audiência pública na quinta-feira, 15. Ele afirmou que os movimentos deveriam apresentar projeto de iniciativa popular para delegar ao Legislativo a tarefa de fixar o preço da passagem de ônibus.
Na Avenida Liberdade, um grupo destruiu os vidros de uma agência bancária, informou a Polícia Militar. A PM disse ainda, em sua conta oficial no Twitter, que um grupo "de arruaceiros" na Rua 24 de Maio, República, "depreda o patrimônio público por onde passa".
A polícia relatou também que manifestantes montaram barricadas de fogo no Viaduto Jacareí, onde fica a sede do Legislativo municipal, e na Rua Maria Paula, no sentido da Praça João Mendes.
Houve um confronto em frente à Casa entre a Tropa de Choque e manifestantes, predominantemente da CUT e da Central de Movimentos Populares (CMP). A polícia soltou cinco bombas para dispersar as pessoas que forçavam uma das entradas do Legislativo paulista.
Uma dessas bombas atingiu o olho de Severina Ramos Amaral, militante da CMP, que foi levada à Assembleia para ser atendida por médicos. Uma parte das pessoas que estavam protestando entrou no plenário para participar da discussão em andamento sobre a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as recentes denúncias de corrupção no Metrô e na CPTM.
Fonte: Yahoo.
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