Casal é 'macho e fêmea', diz PSC ao questionar
casamento gay no STF
Partido do pastor
Marco Feliciano afirma que Conselho Nacional de Justiça usurpou atividades ao
recomendar que cartórios cumpram decisão do Supremo
Afirmando que o
casal é constituído por “um macho e uma fêmea”, o Partido Social Cristão (PSC),
legenda do presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara,
deputado Pastor Marco Feliciano (SP), ingressou com uma ação no Supremo
Tribunal Federal (STF) requerendo a suspensão do ato do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) da semana passada que autorizou os cartórios brasileiros a formalizar o
casamento civil entre casais do mesmo sexo.
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também: Cartórios são
obrigados a celebrar casamento gay
Na ação, o partido afirma que a resolução do CNJ usurpou poderes ao
supostamente legislar sobre tema ainda em tramitação no Congresso Nacional. O
partido classificou o presidente do STF e do CNJ, Joaquim Barbosa, de “violar
direito liquido e certo de todos os filiados do PSC”. “Acontece que o inteiro
teor da resolução do CNJ ... não pode ter validade, sem ser objeto de devido
Progresso Legislativo, como prevê a Constituição Federal de 1988”, afirma o
partido.
No transcorrer da petição, o partido afirma que a constituição familiar, historicamente, é constituída apenas por casais de sexos distintos e não por casais do mesmo sexo. “Quanto às pessoas, aos seres humanos, que pretendam estabelecer entre si união homoafetiva, não podem elas, por imperativo lógico e conceitual, formar um par, um casal”, afirmam os advogados do partido. “Onde não há diversidade de sexos, não há que se falar em casal. Coisas iguais, é certo, podem formar um par, desde que haja entre elas um elemento diferencial que as faças completar uma à outra”, prossegue o partido.
No transcorrer da petição, o partido afirma que a constituição familiar, historicamente, é constituída apenas por casais de sexos distintos e não por casais do mesmo sexo. “Quanto às pessoas, aos seres humanos, que pretendam estabelecer entre si união homoafetiva, não podem elas, por imperativo lógico e conceitual, formar um par, um casal”, afirmam os advogados do partido. “Onde não há diversidade de sexos, não há que se falar em casal. Coisas iguais, é certo, podem formar um par, desde que haja entre elas um elemento diferencial que as faças completar uma à outra”, prossegue o partido.
O PSC ainda afirma
que “nem que se diga que as modificações havidas nos esquemas familiares, ainda
que substanciais, modificaram a estrutura familiar fincada na existência de um
casal”. “O fato social das parcerias homossexuais, guarda, pelos elementos que
o caracterizam, profundas e fundamentais diferenças com os diversos instintos
que compõem o universo das entidades familiares”.
Na semana passada, o CNJ ratificou
uma decisão do Supremo Tribunal Federal de maio de 2011, que reconheceu a união
estável entre casais do mesmo sexo. A decisão ocorreu de forma unânime. Todos
os dez ministros que participaram da sessão reconheceram a existência da união estável
homoafetiva.
Fonte: IG.
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