Resolução da Justiça que obriga todos os
cartórios realizarem casamento gay é repudiada por líderes políticos e
religiosos
A decisão
do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obrigou cartórios de todo o país a
realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, e entrou em vigor nesta
quinta-feira, tem causado polêmica e sido motivo de rejeição por líderes de
vários setores da sociedade.
O senador
Magno Malta se posicionou contra a decisão do Conselho durante o seminário “Os
Desafios da Sociedade Pós-Moderna Pela Valorização da Vida e Fortalecimento da
Família”, evento no qual o parlamentar discursou afirmando que a medida
desrespeita o Poder Legislativo.
- O CNJ
cuspiu, rasgou e violou o Código Civil Brasileiro e ainda vilipendiou o
Congresso Nacional – afirmou Magno Malta.
De acordo
com sua assessoria de imprensa, após o concorrido evento que lotou o auditório
Petrônio Portela, no Senado Federal, com convidados de diversos setores
mobilizados da sociedade, usou o plenário para demonstrar a indignação com o
que classificou com uma interferência do CNJ no poder legislativo, e prometeu
entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIN – no Supremo
Tribunal de Justiça contra a ingerência no legislativo.
- Vou
sustar esta resolução que entrou no afogadilho de uma reunião no CNJ. Passou
dos limites – completou o senador.
O
deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) também se manifestou a respeito do
tema, afirmando se tratar de um ato contra a constituição e em prol de uma
parcela da sociedade que busca privilégios, e não igualdade.
- O
Judiciário, a exemplo do Supremo, tem avançado sobre a Constituição. Está bem
claro na Constituição aqui: a união familiar é um homem e uma mulher. (…) Essas
decisões aí só vêm a cada vez mais solapar a unidade familiar, os valores
familiares: vai jogar tudo isso por terra – afirmou o deputado, que disse
também que a resolução “é o prolongamento de decisões que não caberiam a eles”.
De acordo
com o Terra, Bolsonaro também disse que usará seu poder como parlamentar para
continuar lutando e pregando contra a decisão, defendendo a parcela da sociedade
que é representada por ele.
- Eu sou
parlamentar para pregar o que eu bem entender. Se eu achar que jornalista tem
que ir para o pau de arara, eu posso falar! Eu posso ir buscar assinaturas para
a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nesse sentido. Eu posso falar a
besteira que eu quiser! Por isso que eu tenho imunidade, é para falar, dar
opiniões, representar uma parte da sociedade – afirmou.
A
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), também comentou a decisão do
CNJ. Em nota, a entidade afirmou que “o matrimônio natural entre o homem e a
mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do
Direito Natural”.
- As
uniões de pessoas do mesmo sexo, no entanto, não podem ser simplesmente
equiparadas ao casamento ou à família, que se fundamentam no consentimento
matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma
mulher, abertos à procriação e à educação dos filhos. – ressalta a nota.
A CNBB
ressalta também que a decisão do CNJ causa confusão entre as competências dos
poderes do estado, por mostrar o poder Jurídico atuando em uma esfera que cabe
ao Legislativo.
- Com
essa Resolução, o exercício de controle administrativo do CNJ sobre o Poder
Judiciário gera uma confusão de competências, pois orienta a alteração do
ordenamento jurídico, o que não diz respeito ao Poder Judiciário, mas sim ao
conjunto da sociedade brasileira, representada democraticamente pelo Congresso
Nacional, a quem compete propor e votar leis – completa a nota da CNBB.
Fonte: Gospel mais.
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