‘Querem
privilégios’, diz Bolsonaro sobre união gay
Depois que O CNJ aprovou, por 14 votos a um, uma
resolução que obriga todos os cartórios do Brasil a celebrarem o casamento
civil a pessoas do mesmo sexo, o deputado se pronunciou contrário a decisão “é
o prolongamento de decisões que não caberiam a eles”, afirmou.
Bolsonaro também disse que, mesmo que o casamento gay
seja legalizado no futuro, ele continuará lutando para que não seja permitido –
e buscou mostrar que tem poderes como deputado. “Eu sou parlamentar para
pregar o que eu bem entender. Se eu achar que jornalista tem que ir para o pau
de arara, eu posso falar! Eu posso ir buscar assinaturas para a PEC (Proposta
de Emenda à Constituição) nesse sentido. Eu posso falar a besteira que eu
quiser! Por isso que eu tenho imunidade, é para falar, dar opiniões,
representar uma parte da sociedade”, disse Bolsonaro.
O deputado manifestou indignação com as possíveis
consequências que teria uma possível legalização do casamento entre
homossexuais. “Se, atrás disso, vem a adoção de criança: uma criança adotada por
um casal gay é 90% de chances que vai ser gay também”, disse Bolsonaro. “Você
acha que eu vou pegar meu filho de 6 anos de idade e deixar ele brincar com
outro moleque de 6 anos adotado por um casal gay? Não vou deixar! (…) A lei não
vai fazer minha maneira de pensar (ficar) diferente”, afirmou.
Depois de expor suas opiniões sobre o casamento
homossexual, Bolsonaro negou ser homofóbico. “Eles me acusam de homofobia, que
eu sou homofóbico. Você já ouviu, em algum lugar, eu falar que homossexual tem
que morrer? Tem que dar porrada? Eu nunca ouvi falar isso em lugar nenhum.”
Fonte: Terra
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