Expoente: pergunta sem resposta
Uma pergunta ainda sem resposta: Por que a
Prefeitura de Campos, através da secretaria de Educação, contratou, com
dispensa de licitação, a empresa Expoente para compra de material didático? Até
agora as explicações sobre a suposta necessidade da compra e seus os eventuais
benefícios são muitas, mas sobre a inexigibilidade de licitação o governo
municipal ainda não se manifestou. Em busca de desvendar esse mistério, que é
motivo de questionamento também do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o
vereador Marcão (PT), pretende ir ao Tribunal de Justiça, caso não obtenha resposta
ao pedido de informações protocolado há um mês na prefeitura.
Quinta-feira, o advogado José Paes Neto, em seu
blog, mostrou que o TCE, havia notificado a secretária Joilza Rangel, para que
ela explicasse a dispensa de licitação da Expoente. Na apresentação feita
anteriormente ao Tribunal, a secretária justificou com o artigo 25,
inciso I da Lei Federal nº 8.666/93 (lei das licitações), que permite
inexibilidade de licitação para aquisição de materiais, equipamentos, ou
gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante
comercial exclusivo. Essa “exclusividade” tem que ser atestada por órgãos
ligados à área. O argumento foi questionado pelo TCE.
Indagada pela Folha da Manhã, a Procuradoria
respondeu que não havia sido notificada pelo órgão. No dia seguinte, porém,
através do blog do líder do governo na Câmara, vereador Paulo Hirano (PR),
Joilza Rangel afirmou, genericamente, que o TCE “decidiu pelo arquivamento do
processo de aquisição de livros por parte da Prefeitura de Campos à Editora
Expoente, seja pela modalidade de licitação por pregão ou por inexigibilidade”.
Porém, em seu blog, o jornalista Aluysio Abreu
Barbosa esclareceu que no processo 210.262-3/11, relativo à aquisição de
material didático em 2010, no valor de R$ R$ 2.080.800,00, o relator José
Maurício de Lima Nolasco determinou o arquivamento, mesmo “em desacordo com o
Ministério Público Especial”, mas com a advertência de que a forma do pregão
utilizada naquela compra fosse substituída no futuro pela “modalidade licitatória
adequada à legislação vigente”.
Porém, o processo 204.744-9/12, relativo à
inexigibilidade de licitação adotada na compra a empresa Expoente em 2011, no
valor de R$ 7.983.963,90, o processo continua em aberto.
Também na quinta-feira, a InterTv, afiliada à Rede
Globo, voltou à polêmica da compra de material didático pela Prefeitura de
Campos
Fonte: Folha da Manhã.
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