quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Crivella tem apoio de Garotinho e afirma que rejeição não vai atrapalhar

Mário Sérgio Junior
Fotos: Genilson Pessanha

“Com essa aliança agora seremos imbatíveis”, disse o senador Marcelo Crivella (PRB), candidato ao Governo do Estado, que esteve nesta terça-feira (7) em Campos para oficializar o apoio na corrida do 2º turno do deputado federal Anthony Garotinho (PR), derrotado no 1º turno com 19,73% dos votos válidos. A decisão foi firmada na casa do deputado, na Lapa, onde segundo Crivella foi falado apenas de “derrotar Cabral/Pezão”. Na ocasião, Garotinho anunciou que pretende voltar a trabalhar como radialista depois que seu mandato como deputado acabar.
Crivella chegou a Campos por volta das 8h e foi direto para a casa rosa. Lá foi recebido por Garotinho, sua esposa – a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR) - sua filha, a deputada federal eleita Clarissa Garotinho (PR), além de outros aliados do grupo político.
Durante coletiva de imprensa, Crivella ressaltou a força política de Garotinho e disse que não se preocupa com o índice de rejeição do deputado, que foi apontado pelas últimas pesquisas de intenções de votos para o 1º. “De jeito nenhum me preocupo. A política é momento e fase. Todo líder político já sofreu revés e eu mesmo já fui líder de rejeição no meu estado, e hoje sou o que tem menos rejeição. Hoje quem tem mais condição de derrotar o governo ‘Cabral’ é o Crivella e estamos imbuídos em meu nome, assim como estaria se fosse outro nome. Garotinho é um grande líder e já provou isso diversas vezes nas urnas. Teve agora mais de 1,5 milhão de votos em uma campanha que sofreu todo tipo de controvérsias. Juntos vamos vencer o governo Cabral/Pezão”, disse.
O candidato pelo PRB também falou sobre a aliança com o PT, do senador Lindberg Farias que também foi derrotado no 1º turno, e conversas avançadas com o PSOL, que teve o professor Tarcísio Motta como candidato. “São esses partidos que farão conosco uma frente para derrubar esse governo. Eles somam no fortalecimento com votos. Todos são grandes lideres políticos. Juntos vamos ultrapassar os 3 milhões de votos que o Pezão teve. Pezão teve 40% , ou seja foi rejeitado por 60% das pessoas. Esses 60% se dirigiram para vários candidatos e agora devem se unir aquele que representar esses 60%”, afirmou.
Sobre o que pretende fazer durante a campanha para o 2º turno, Crivella disse o seguinte: “Primeiro desconstruir todo o discurso do Pezão, pois o Rio de Janeiro não está daquele jeito que eles anunciaram para as pessoas. Segundo mostrar nossas propostas, o que já fizemos e o que faremos. A partir daí, tenho certeza que vamos ganhar a eleição”.

Garotinho vai voltar às rádios
Em poucas palavras, Garotinho falou sobre a aliança com o PRB. “Só fiz um pedido a ele (Crivella), para livrar o Rio desse grupo que fez tanto mal ao estado, que trouxe o estado à falência financeira e moral. Chegou o momento de todas as pessoas que amam o estado do Rio de Janeiro, independente do partido, elas se unirem a candidatura que foi colocada pelo povo como opção a candidatura oficial”, declarou.
Sobre o seu futuro, o deputado disse que, após trabalhar pela eleição de Crivella, pretende voltar às rádios, como fez nos oito anos em que ficou sem disputar um cargo. “Eu fiquei de 2002 a 2010 sem disputar nenhuma eleição. Fui candidato à Presidência em 2002 e só voltei a disputar uma eleição em 2010, para deputado federal, que fiz 700 mil votos. Vou voltar a trabalhar no rádio, é a minha profissão”, declarou.

Fonte: Folha da Manhã

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