Foram transferidos para o Rio de Janeiro três dos cinco detidos na última sexta-feira (17), depois de cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça após denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE), no caso “Meninas de Guarus”, que investiga suposta rede de prostituição de menores, em Campos.Segundo a assessoria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Campos, Nelson Nahim foi encaminhado à cadeia pública Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Fabrício Trindade Calil e Sérgio Crespo Gimenes Junior foram levados para a penitenciária Bandeira Stampa, também no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.
A nota informava ainda que não constava no sistema penitenciário fluminense Leilson Rocha da Silva, porém a advogada dele informou que o mesmo foi para a Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, em Campos, na tarde de sábado (18).
Em relação ao Ronaldo de Souza Santos, que seria policial reformado, a Seap disse também que ele não constava no sistema prisional. Já a assessoria da Polícia Militar não soube informar em qual unidade ele estaria, pois no sábado (18), não tinha expediente administrativo.
Caso — Segundo nota do MPE, seis promotores de Justiça de Campos assinaram a denúncia, que foi recebida pela 3ª Vara Criminal. A denúncia foi oferecida contra 20 pessoas. A Promotoria não divulgou os nomes porque o processo tramita em segredo de Justiça, porém os nomes foram vazados. Os mandados foram assinados pelo juiz Leonardo Cajueiro, da comarca de São João da Barra.
O caso “Meninas de Guarus” foi divulgado em primeira mão e com exclusividade pela Folha da Manhã em 7 de junho de 2009. “Meninas de Guarus” ganhou repercussão em junho de 2009, quando a Polícia Civil descobriu um ponto de exploração sexual e prendeu em flagrante o proprietário do imóvel, além de ter libertado cinco mulheres, sendo três maiores e duas menores de 16 e 17 anos. De acordo com o apurado no dia, as menores eram obrigadas a realizar programas por R$ 20 todas as noites. Na ocasião, Leilson, que também atendia pelo nome de Alex, foi preso. No carro dele havia pertences das meninas.
C.B.
Folha da Manhã
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