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sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Pezão e Crivella protagonizam debate morno e sem surpresas quanto a propostas
Candidato do PRB despeja críticas contra o governo atual e
peemedebista assume estratégia de ataques à Universal
Rio - Os candidatos ao Palácio Guanabara, Marcelo Crivella (PRB) e Luiz
Fernando Pezão (PMDB), protagonizaram um debate morno na noite desta
quinta-feira, com despejo de críticas ao governo atual feitas pelo postulante do
PRB e sucessivas e necessárias defesas do atual governador. Realizado pela Band,
o encontro teve momentos constrangedores quando Pezão isinuou que campanha de
Crivella ocultava a Igreja Universal e candidato do PRB, aparentando mais
serenidade que o governador, aproveitou para ser incisivo nas críticas ao
governo.
"O bispo Edir Macedo vai conduzir os programas sociais no estado?", disparou
Pezão. Irônico, Crivella cruzou as mãos e respondeu: "Pezão... Pezão... Você foi
tão cordial com o bispo Macedo quando esteve comigo na inauguração do Templo de
Salomão, ele (Edir Macedo) até te abraçou. Conversa com os seus marketeiros
porque essa estratégia não vai dar certo". Claramente incomodado com a retomada
de associação dele a questões religiosas, Crivella arrancou palmas - mesmo que
proibidas pelas regras do debate - quando devolveu para Pezão com uma frase de
efeito: "O problema não é misturar política com religião, o problema é política
com corrupção".
Em outro momento em que aparentava mais nervosismo que o candidato do PRB,
Pezão quase chama Crivella de governador. Nas considerações finais, Crivella
provocou e agradeceu ter o título conferido antecipadamente e, mais uma vez
irônico, disse esperar o peemedebista na cerimônia de posse. Pezão não deixou
barato e em última fala aproveitou para dizer que estava chamando Crivella de
governador da Universal.
Pezão e Crivella debateram na Rede Bandeirantes
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Temas como segurança pública, saúde e transporte dominaram o âmbito
do debate e candidatos apresentaram diferentes propostas em praticamente todos
os pontos. O candidato-governador respondeu que, se reeleito, tomaria como
primeira medida a revitalização da Santa Casa de Misericórdia a partir de
parceria com a Universidade Estácio de Sá, transformando-a num hospital escola.
À mesma pergunta, Crivella foi mais genérico e disse que reogarnizaria a saúde e
apresentou dados, falando em uma lista de espera para cirurgia de 20 mil
pessoas.
Dando seguimento, Pezão citou programas elaborados para o interior
do estado do Rio e perguntou a Crivella o que ele faria para a região, caso
fosse eleito. O candidato do PRB defendeu que fosse aprimorado o escoamento da
produção do interior e clamou por maior presença do governo na produção
agrícola. Na tréplica, Pezão disse que governo peemedebista "valorizou o campo
como nunca foi feito". Em resposta, Crivella considerou que governador falhou e
atribuiu responsabilidade de negligência com o campo não só a esta, mas a outras
administrações passadas.
Abrindo outro bloco de perguntas, Crivella questiona "Por que
tantos incentivos ao transporte rodoviário?" e Pezão rebate citando dados e
rasgando elogios ao programa Bilhete Único. Atual governador aproveitou e não
deixou de fora os usuais ataques a Garotinho e Rosinha, casal que governou o Rio
antes de Sérgio Cabral. Crivella põe o pé na frente e diz: "esse discurso 'nós
vamos' é meu, Pezão. Você tem que dizer o que vocês fizeram". Na tréplica, Pezão
defende que governo obteve avanços e disse que continuará a investir em
BRTs.
A concessionária de trens SuperVia também foi alvo de críticas de eleitores
que enviaram perguntas ao programa. Pezão defendeu a concessionária prometendo
renovação da frota e disse que estações serão recuperadas. O governador falou
também em renovação da linha férrea. O senador e adversário não perdoa e bate em
refrão: "Quem não fez quando podia, não fará quando puder". O candidato do PRB
falou em mergulhões para os trens e disse considerar que transportes de massa
foram abandonados. Incessante nas críticas, Crivella ataca um dos carros chefes
de Pezão e é duro ao falar sobre a administração da Fetranspor do Bilhete Único.
Segundo ele, o Rio é o único lugar do Brasil em que isso ocorre.
Segurança pública
Candidato-governador evita resposta à pergunta enviada à produção do programa
sobre necessidade de policiamento militar e destaca investimentos no aumento de
efetivo policial. Pezão associa violência a administrações anteriores e defende
discussão e investimentos em segurança pública. Crivella preferiu focar em
denúncias e disse que a cúpula da Polícia está envolvida todo dia em escândalos.
Candidato do PRB repetiu que os bons exemplos não estão vindo de cima.
Em outra pergunta sobre segurança: morte de PMs, o candidato do PRB disse
considerar que "não há resposta simples" para o assunto e fez promessas de
combate à impunidade e falou em rastreamento de balas. Pezão preferiu se dirigir
às famílias dos agentes e disse que "defensores dos Direitos Humanos não se
solidarizam com policiais mortos".
As comentadas Organizações Sociais (OSs) também entraram na pauta e Crivella
falou em auditoria. Segundo ele, metade do orçamento do estado é gasto com OSs.
"O Estado não pode prescindir com carreiras nas áreas de saúde". Governador, no
entanto, saiu em defesa de OSs e expôs números de instituições de saúde
considerados positivos. O peemedebista disse que fará concurso público onde for
necessário.
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