Foto: Valmir Oliveira
A chuva que caiu tímida na cidade nos últimos dias não serviu para amenizar a questão da seca. Segunda-feira (27), por exemplo, o rio Paraíba do Sul atingiu a segunda pior cota de sua História: 4,45 metros — a pior foi quinta-feira (23) passada, quando o nível do Paraíba chegou a 4,43m. O nível normal para esta época do ano é 5,30m. Esta semana, a preocupação com a água é tema de eventos em Campos: na terça-feira (28) teve início o IV Seminário Regional sobre Gestão dos Recursos Hídricos (SRHIDRO), cujo tema é “Quantidade e qualidade das águas: inovação tecnológica em recursos hídricos”. O evento acontece no IFFluminense-campus Rio Paraíba do Sul/Upea nesta quarta-feira (29). Nesta quarta, o Ministério Público Federal (MPF) lança, às 9h, a campanha “No Fluxo da Vida, Cada Gota Conta”.
De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, Henrique Oliveira, a chuva amenizou um pouco a situação nos pastos e plantações. Porém, para influenciar o nível do rio teria que haver muito mais.
— Teria que chover muito e continuamente. Existe previsão de chuva nas nascentes, mas também pouca. A situação é preocupante — disse Henrique, acrescentando que, por influência da maré, o nível na terça subiu para 4,60m.
Na terça, o seminário do IFF contou com a palestra do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda. Na ocasião, foi lançado o livro “Os manguezais do Sul do Espírito Santo e do Norte do Rio de Janeiro”, do professor Arthur Soffiati. Nesta quarta será realizada a mesa redonda “Quantidade e Qualidade da Água”, que debaterá questões envolvidas na transposição de bacias hidrográficas, como os aspectos técnicos e os impactos ambientais. A mesa focará especialmente a proposta de transposição do baixo Paraíba do Sul.
Já a campanha do MPF constará de ações e medidas que serão tomadas e implementadas, gradativamente. De início, o MPF expedirá recomendações ao Ministério da Educação e Cultura, às secretarias estaduais de Educação, visando colocar em discussão a necessidade imediata de inserção, em nível curricular, no Ensino Fundamental até o Ensino Médio, de disciplina que promova a educação ambiental, com ênfase nos problemas relativos aos rios e demais mananciais de água doce. A pesquisa inicial realizada pelo MPF mostrou que, ao contrário do que determina a Constituição Federal, a educação ambiental ainda não foi generalizada nas escolas brasileiras.
Além disso, o MPF tomou as providências iniciais com o fim de produzir e veicular, o mais amplamente possível, um vídeo inerente à Campanha “No Fluxo da Vida, Cada Gota Conta”. O MPF manterá a população informada de cada um dos passos da Campanha à medida que forem implementados.
Na terça, uma máquina abria caminho para a água no meio do Paraíba para destinação de água para a Sínteses, que não vem conseguindo captação por causa do baixo nível.
Fonte: Folha da Manhã
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