Por maioria de votos, a Comissão Executiva do PSB aprovou a tese de apoio a Aécio. Até o final da tarde, eram 21 os votos pró-Aécio, seis pela neutralidade e um pelo apoio a Dilma, mas antes mesmo do encerramento da reunião, Aécio recebeu um telefonema, convidando-o para comparecer à sede do PSB para receber o apoio pessoalmente. Já a candidata, que ficou em terceiro nas urnas, Marina Silva, anuncia seu apoio ou a neutralidade nesta quinta-feira (9).
A candidata do Psol, Luciana Genro, que ficou em quarto lugar no primeiro turno, disse que ela e o partido não vão apoiar nenhum dos dois candidatos que foram para o segundo turno do pleito.
No entanto, ela disse que sugere à militância do partido que vote “branco, nulo ou em Dilma”, e “desaconselhou” o voto em Aécio. Em nota, o Psol explicou a posição do partido a respeito dos dois candidatos do segundo turno.
“Um segundo turno, quando não nos sentimos representados nele, é muitas vezes mais do veto que do voto. Entendemos que Aécio Neves, o seu PSDB e aliados são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina [...] É preciso também afirmar que, diante do que foi o seu governo e sua campanha eleitoral, Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas no ano passado", diz o texto.
O PV e Eduardo Jorge anunciaram a decisão após reunião da comissão executiva do partido, que decidiu, por 33 votos a favor, seis contra e três abstenções. Segundo Eduardo Jorge, a decisão do partido é uma autocrítica em relação à posição adotada em 2010, quando Marina Silva concorreu pelo PV e terminou em terceiro lugar. Naquela ocasião, o PV declarou neutralidade no segundo turno entre Dilma e José Serra (PSDB).
Já o candidato do PSC, Pastor Everaldo, declarou apoio dele e da legenda a Aécio. O PPS, que integrou a coligação de Marina, também declarou apoio ao candidato do PSDB.
A.N.
Fotos: Divulgação
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