sexta-feira, 10 de outubro de 2014

PSB, PV, Psol e PSC abrem voto

Nas articulações políticas-partidárias para o segundo turno da eleição presidencial, o candidato Aécio Neves (PSDB) sai na frente da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, quando se trata de apoio de ex-adversários: foram 4 a 1 no placar de ontem. Já abriram o voto a Aécio a Executiva do PSB, o presidente do PV, José Luiz Penna, e o candidato derrotado da legenda à Presidência, Eduardo Jorge, e o também o candidato do PSC no primeiro turno, Pastor Everaldo. Em defesa do voto “branco, nulo ou em Dilma” saiu Luciana Genro, que concorreu no primeiro turno pelo PSol.
Por maioria de votos, a Comissão Executiva do PSB aprovou a tese de apoio a Aécio. Até o final da tarde, eram 21 os votos pró-Aécio, seis pela neutralidade e um pelo apoio a Dilma, mas antes mesmo do encerramento da reunião, Aécio recebeu um telefonema, convidando-o para comparecer à sede do PSB para receber o apoio pessoalmente. Já a candidata, que ficou em terceiro nas urnas, Marina Silva, anuncia seu apoio ou a neutralidade nesta quinta-feira (9).
A candidata do Psol, Luciana Genro, que ficou em quarto lugar no primeiro turno, disse que ela e o partido não vão apoiar nenhum dos dois candidatos que foram para o segundo turno do pleito.
No entanto, ela disse que sugere à militância do partido que vote “branco, nulo ou em Dilma”, e “desaconselhou” o voto em Aécio. Em nota, o Psol explicou a posição do partido a respeito dos dois candidatos do segundo turno.
“Um segundo turno, quando não nos sentimos representados nele, é muitas vezes mais do veto que do voto. Entendemos que Aécio Neves, o seu PSDB e aliados são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina [...] É preciso também afirmar que, diante do que foi o seu governo e sua campanha eleitoral, Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas no ano passado", diz o texto.
O PV e Eduardo Jorge anunciaram a decisão após reunião da comissão executiva do partido, que decidiu, por 33 votos a favor, seis contra e três abstenções. Segundo Eduardo Jorge, a decisão do partido é uma autocrítica em relação à posição adotada em 2010, quando Marina Silva concorreu pelo PV e terminou em terceiro lugar. Naquela ocasião, o PV declarou neutralidade no segundo turno entre Dilma e José Serra (PSDB).
Já o candidato do PSC, Pastor Everaldo, declarou apoio dele e da legenda a Aécio. O PPS, que integrou a coligação de Marina, também declarou apoio ao candidato do PSDB.

A.N.
Fotos: Divulgação

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