segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dilma admite desvio na estatal

A presidente Dilma Rousseff (PT) admitiu neste sábado (18) que houve desvio de dinheiro público no esquema de corrupção na Petrobras, citado em depoimentos de delação premiada pelo ex-dirigente da estatal, Paulo Roberto Costa, e pelo doleiro Alberto Yousseff. Em entrevista coletiva no Palácio do Alvorada, Dilma afirmou que faria “o possível” para que os valores desviados sejam devolvidos aos cofres públicos. A presidente falou também sobre o cancelamento de agenda de campanha no Rio.
— Eu farei todo o meu possível para ressarcir o país. Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve não, houve, viu? — afirmou a presidente, dizendo, no entanto, não saber estimar o valor do desvio.
A presidente afirmou que daqui pra frente só poderá se pronunciar quando for informada pelo Ministério Público ou pelo juiz sobre o teor dos depoimentos. “Eu tomarei todas as medidas para ressarcir tudo e todos, mas ninguém sabe ainda o que deve ser ressarcido, porque a chamada delação premiada, onde tem os dados mais importantes, não foi entregue a nós”, afirmou a presidente.
Questionada se pretende amenizar os ataques contra o adversário tucano após ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e críticas nos bastidores de integrantes da Corte em relação ao tom bélico da campanha, a presidente negou que o TSE tenha feito qualquer intervenção em sua campanha, alegando que as ações ainda não foram julgadas e, apesar de dizer que o baixo nível deve ser “superado”, deu demonstrações de que devem prevalecer os ataques a Aécio nessa reta final. “Eu acredito que o que é baixo nível da campanha é algo que deve ser completamente superado”, disse Dilma.
A presidente se referiu ainda ao fato do tucano estar processando a presidente por difamação, calúnia e injúria por propaganda na qual diz que o tucano não respeita as mulheres. Dilma afirmou, na coletiva, que Aécio teria sido desrespeitoso com ela e a ex-candidata Luciana Genro (PSOL), derrotada no primeiro turno, por tê-las chamado de “levianas”. “É obvio que tem de ter discussão, aí o candidato adversário não gosta muito e passa para atitudes um tanto quanto desrespeitosas. Foram desrespeitosas comigo e com a Luciana Genro. Ele pode, inclusive, querer processar, mas quem devia querer processar somos nós, porque a nós duas ele chamou de leviana, coisa que não se faz. Não é uma fala correta para mulheres”, observou a presidente.
Mais uma vez, a presidente e candidata à reeleição entoou o discurso de que as políticas sociais seriam exclusividade dos governos petistas, há 12 anos no poder.

Presidente fala sobre agenda e apoio no Rio
A presidente Dilma Rousseff falou também quanto o cancelamento dos compromissos no Rio neste sábado (18) “para descansar” e sobre a sua participação nos palanques dos dois candidatos ao governo do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB).
– Tenho em relação aos dois uma situação muito específica. Com Pezão fiz talvez a parceria mais estreita que o governo federal fez com um governo local. Tenho admiração sincera e acho ele um excepcional gestor, além de uma pessoa excepcional também. Em relação ao Crivella, tenho a mesma opinião, ele foi meu ministro da Pesca, sei a dedicação do Crivella. Se alguém tirou e deixou um legado para continuar tirando a Pesca do anonimato no Brasil, tornando-a um dos setores fundamentais, foi o Crivella. Tenho em relação a ambos uma relação especial – afirmou a presidente.

A.N.
Foto: Divulgação

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