sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Debate esquenta a disputa entre candidatos à presidência

Alexandre Bastos
Foto: Divulgação
O primeiro debate entre os candidatos à presidência da República, realizado na noite da última terça-feira pela TV Bandeirantes, elevou a temperatura da disputa. Houve ataques recíprocos entre os três principais adversários: a presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, o senador Aécio Neves (PSDB) e a ex-senadora Marina Silva (PSB). Logo no início do primeiro bloco, que permitia perguntas entre os candidatos, pelo menos um tema uniu, em perguntas distintas, Aécio e Marina contra Dilma: a situação econômica do país. Escândalo envolvendo a Petrobras também esteve no olho do furacão.
Levando para o debate ecos das manifestações de junho de 2013, Marina citou os pactos pela mobilidade urbana e pelo controle da inflação. E acusou Dilma de não tê-los cumprido. A presidente Dilma reagiu, afirmando que “a inflação está sendo sistematicamente reduzida”. A candidata do PSB respondeu com um ataque direto à gestão Dilma que teria, segundo ela, apresentando um Brasil “quase cinematográfico”, que não existe. Também participaram do debate os candidatos Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Luciana Genro (Psol) e Pastor Everaldo (PSC).
O tucano Aécio Neves, ao criticar a política econômica do governo petista, acusou a presidente Dilma de ter “um conjunto de ações desastradas e desconexas em vários setores”. Aécio e Marina também se estranharam diante de dois assuntos: o tucano cobrou da ex-senadora “coerência” em torno dos nomes que escolhe para integrar seu rol de aliados, e Marina criticou a gestão de Aécio como governador de Minas, na área da Educação. Aécio e Dilma travaram embate por conta do escândalo da venda da refinaria de Pasadena, envolvendo ex-diretores da Petrobras. O presidenciável declarou que a Petrobras passou das páginas econômicas para as páginas policiais.
Por sua vez, Dilma criticou a gestão tucana à frente do Palácio do Planalto, dizendo que o PSDB quebrou o Brasil e citou números de geração de empregos dos dois governos petistas. Dilma afirmou que, apenas em seu governo, já gerou mais empregos no país do que nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Para Marina Silva, o Brasil “cor-de-rosa” apresentado por Dilma simplesmente não existe: “Uma das coisas mais importantes para que a gente possa resolver os problemas é reconhecer que existem. Quando a gente não reconhece, não passa esperança para a população de que serão enfrentados à altura. Esse Brasil colorido, quase cinematográfico que Dilma mostrou, não existe na vida das pessoas. A gente continua parado no trânsito, a reforma política virou troca de ministros em troca de apoio e tempo de televisão”, completou.

Fonte: Folha da Manhã

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