Marina é contra interrupção da gravidez e casamento religioso
entre pessoas do mesmo sexo
Foto: Murillo Constantino /
Agência O Dia
A lista de possíveis constrangimentos não param, porém. Deputado
federal desde 1998 sempre pelo PSB, ao qual é filiado há 28 anos, Albuquerque
recebeu nas últimas duas campanhas doações de empresas do agronegócio: a
Celulose Rio-grandense e a Klabin, gigantes produtoras de papel. Elas foram
responsáveis por metade da arrecadação dele em 2010.
No Congresso, ele defendeu leis que atendiam a interesses do segmento, a que
Marina e outros ambientalistas tanto criticam. Para citar suas atuações, ele conseguiu financiamento do BNDES para armazenagem de grãos e trabalhou contra restrição de plantações em áreas de elevada altitude.
Durante o governo Lula, de quem Marina foi ministra do Meio Ambiente, o deputado gaúcho articulou a aprovação da medida provisória liberando o plantio da soja transgênica. A então ministra criticou a lei.
O seu anúncio oficial será hoje, às 15h, junto com a ex-senadora, em Brasília. Sua escolha está relacionada à tentativa de equilibrar a imagem de ‘radical’ de Marina, “dando o peso e contrapeso que tinha a aliança entre Eduardo e ela”, explicou um dirigente.
“Ele tem história dentro do partido e tem o respeito de Marina, por isso, foi escolhido. Agora, somos Marina e Beto”, afirmou o ex-coordenador da campanha de Campos,Maurício Rands, que, primo de Renata, tinha, até então, a preferência da família.
A decisão foi fechada ontem, em Recife, após consulta à viúva, num encontro no qual estavam presentes o próprio deputado, o presidente do PSB, Roberto Amaral, e o secretário-geral do partido, Carlos Siqueira.
Na missa, defesa da ‘herança’
Na noite de ontem, ainda em Recife, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, divulgou nota na qual informa que a viúva Renata Campos apoia a chapa liderada por Marina Silva, com o vice Beto Albuquerque.
Segundo a nota, Renata “entende que a melhor opção partidária na triste circunstância imposta pela tragédia, é para o PSB e para a coligação ‘Unidos pelo Brasil’ convidar os companheiros Marina Silva e Beto Albuquerque para liderar a nossa chapa presidencial”. Ainda de acordo com a nota, a viúva, “ainda comovida pelos apelos recebidos do partido e da população, comunica que declina do convite para integrar a chapa ocupando a vice”.
Mais cedo, na saída da missa de 7º dia da morte de Eduardo Campos, em Brasília, Marina disse que o momento é de preservar “a herança” deixada pelo ex-governador. Ela pregou ainda a união de todos os partidos da coligação.
Fonte: O Dia
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