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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Líder do AfroReggae diz que pastor Marcos Pereira foi pombo-correio do tráfico
José Júnior relatou em audiência que religioso levaria
ordens de Marcinho VP a comparsas soltos
O Dia
Rio - O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) deu início, na tarde desta
quinta-feira, à audiência de instrução e julgamento do processo que investiga o
pastor Marcos Pereira da Silva e o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o
Marcinho VP, por tráfico de drogas e associação ao tráfico.
Pastor Marcos durante pregação na igreja dele, em
São João de Meriti
Foto: Uanderson Fernandes / Agência O
Dia
Marcinho VP, um dos principais chefes da facção criminosa Comando
Vermelho, está no presídio federal de Catanduvas, no Paraná, e participou da
sessão por videoconferência, evitando que se ausentasse do sistema
penitenciário. O religioso cumpre pena no Complexo de Bangu, na Zona Oeste do
Rio. Ele foi condenado, em setembro, pelo estupro a uma fiel da Assembleia de
Deus dos Últimos Dias.
A primeira fase da audiência, que será retomada no dia 8 de
outubro, foi destinada a ouvir as testemunhas de acusação. O coordenador da ONG
AfroReggae, José Júnior, foi um dos convocados pelo Ministério Público (MP) para
relatar o suposto envolvimento entre Marcio Nepomuceno e o pastor.
Júnior contou ao juiz Rubens Casara, da 43ª Vara Criminal, que tinha uma
relação de amizade com Marcos Pereira na mediação de conflitos em presídios. Ele
disse que se afastou do pastor quando o próprio confirmou que teria estuprado a
mulher de um dos vice-presidentes da igreja que dirigia. O coordenador do
AfroReggae revelou que sofreu ameaças de traficantes dos Complexos da Penha e do
Alemão depois que passou a oferecer proteção ao vice-presidente da igreja em sua
ONG.
José Júnior também acusou Marcos Pereira de planejar, com outros traficantes,
uma onda de ataques violentos no Rio em 2010. Ele reiterou a denúncia de que o
pastor estaria por trás de uma série de ações criminosas endereçadas à sede do
Afrorreggae, em Vigário Geral, no subúrbio da cidade.
Os delegados Roberto Ramos da Silva e Valéria Aragão também prestaram
depoimentos ontem. Eles são responsáveis por etapas do inquérito que desencadeou
a denúncia. Segundo os dois, provas testemunhais revelaram que o pastor Marcos
Pereira atuava como ‘pombo-correio’ de Marcinho VP. Ele seria encarregado de
levar ordens e recados do preso a traficantes das comunidades onde atuava.
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