Foto: Rodrigo Silveira
Em entrevista à Folha da Manhã, publicada no último domingo (28), o candidato ao Governo do Estado, Luiz Fernando Pezão, atual governador, afirmou que tem como meta levar o Rio de Janeiro ao primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O resultado do Ideb, divulgado no início do mês, mostrou resultado positivo na rede estadual, que passou do 15º lugar para o 4º no país. De acordo com a secretaria estadual de Educação (Seeduc), através da avaliação do que havia de errado foi possível avançar. Mas, para o diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Sandro de Paula, o Ideb mostra apenas um lado, escondendo problemas crônicos na rede.
Segundo informações da Seeduc, “Nos últimos anos, foi possível analisar os problemas e atuar nas soluções. A Educação passou a ser tratada como prioritária. Os professores estão recebendo mais valorização e oportunidades e os alunos também passaram a ser ouvidos, tanto que conseguimos avançar do 15º lugar (em 2011) para a 3ª melhor nota em todo o país”, disse em nota.
Informações da secretaria também falaram de projetos em destaque, até o momento: “o diagnóstico da rede estadual, que permitiu o reforço escolar, que recebeu 225 mil dos 900 mil estudantes; e a formação continuada para os docentes. De 2011 até hoje, 30 mil professores fizeram formação, paga pelo Estado, em parceria com a Fundação Cecierj. A Escola de Aperfeiçoamento para Servidores da Educação, criada em 2011, recebe, por mês, cerca de três mil docentes que passam por algum tipo de treinamento. Também foram implementados, para os docentes, o auxílio-transporte (varia entre R$ 63 a R$ 120/mês); auxílio-qualificação (bônus anual de R$ 500); auxílio-alimentação (R$ 160 mensais); e auxílio-formação para professores regentes de turma, com bolsa no valor de R$ 300 mensais)”.
Para Sandro de Paula, ainda falta muito para avançar: “O governador tenta passar a idéia de que está tudo bem e não é verdade. Em várias escolas estão faltando professores todos os dias. Não se faz concurso para pessoal de apoio desde início da década de 90. O Ideb não mostra, também, a falta de estrutura em algumas escolas. A saúde e a educação no Estado estão muito mal. Falta avançar muito”, afirmou.
Fonte: Folha da Manhã
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