No sábado à noite, várias mulheres
tinham colocado na internet videos em que estavam dirigindo, usando o
endereço @oct26driving – um perfil do Twitter – naquilo que seria a face
mais visível de um protesto iniciado em setembro, e que tinha no sábado
o ponto alto, apesar das declarações anteriores do Ministério do
Interior, que tinha advertida as cidadãs para não desafiarem a lei
islâmica em vigor no país.
De acordo com a informação prestada pela
polícia, foram poucas as mulheres que aderiram ao protesto, que tinha
como principal objetivo reivindicar para elas o direito de dirigir.
Além de pagar multa, cada uma delas
teve, juntamente com o seu tutor (pai, irmão, marido ou outro integrante
masculino da família), de assinar um documento, no qual se compromete a
cumprir as leis em vigor na Arábia Saudita, um país ultraortodoxo no
que diz respeito aos direitos da mulher e o único do mundo onde elas são
legalmente proibidas de conduzir. As mulheres também precisam de
autorização para trabalhar, viajar e até casar.
Durante o protesto de sábado, a polícia
aplicou também multas a dois condutores em Jeddah e seis mulheres foram
presas em uma província oriental e em mais duas cidades do reino, de
acordo com a imprensa.
“A data era apenas simbólica. As
mulheres começaram a conduzir antes de sábado e vão continuar a conduzir
depois de sábado”, assegurou a militante Eman Nafjan.
De acordo com a imprensa, o protesto
falhou. “O 26 de outubro passou calmamente, e as campanhas de incitação
falharam”, escreveu o jornal oficial Al Riyadh, ao passo que o Al Youm
disse que “a maioria da sociedade assegurou que não se deixará entreter
pelas campanhas de mobilização popular”.
* Com informações da Agência Brasil
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