O clima ficou agitado durante mais um ato dos
professores municipais. Enquanto na Câmara acontecia a audiência
pública, do lado de fora a categoria questionava o fato das portas da
“casa do povo” estarem fechadas para o povo.
A manifestação iniciou às 9h na praça São
Salvador e a chegada na Câmara aconteceu por volta das 12h, onde
permaneceram até às 16h 30. Entre eles estavam os educadores, estudantes
e também participantes do movimento Cabruncos Livres, reivindicando uma
educação melhor. Na entrada principal da Câmara, uma corrente foi
utilizada para impedir a entrada dos manifestantes.
Paralelamente, representantes da categoria
cercavam o prédio e tentavam impedir a entrada dos vereadores. Houve
princípio de confusão e pessoas teriam sido agredidas. Gritos por
melhores condições educacionais, apitos, faixas e uma exposição
fotográfica apresentando os problemas das escolas municipais
complementaram o manifesto.
Cerca de 800 pessoas estavam presentes, informou a Polícia Militar (PM). Além da PM, guardas civis municipais reforçavam a segurança.
De acordo com uma das representantes do Movimento Educadores de Campos em Luta, Joailda Corrêa, os professores queriam apenas assistir a assembleia e ter um diálogo com o governo municipal, pois no dia 23 de setembro, a Prefeitura rompeu com a categoria. “Alguns representantes conseguiram entrar para assistir a sessão, inclusive eu, mas momentos depois saímos já que todos os professores não foram autorizados a entrar”.
O estudante Rafael Scheiner, 24 anos, disse ter sido agredido e apresentava um ferimento na mão. “Na hora do empurra, querendo entrar, só vi quando bateram com o cadeado na minha mão”, contou.
O coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) Carlos Santafé, informou que apoia os professores. “Queremos investimentos. A verba destinada à educação na verdade é dividida ainda com a cultura e esporte. Isso é muito amplo. Na verdade deve ser separado”, revelou.
Os vereadores Rafael Diniz, Fred Machado, Marcão e Nildo Cardoso não assistiram a sessão e foram a público dar uma explicação. “Hoje (terça-feira) não haverá votação e sim uma assembleia. Decidimos sair, pois, se o povo não pode participar, nós também não vamos”, contou Rafael Diniz.
Fonte: Folha da Manhã.
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