Rio de Janeiro – Em comemoração ao Dia Nacional de Mobilização
Pró-Saúde da População Negra, a ser celebrado no domingo (27), a
Secretaria de Estado de Saúde lançou hoje (25) a campanha de combate ao
racismo e preconceito no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação, que tem o
apoio do Comitê Técnico Estadual de Saúde da População Negra, ocorreu
na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Copacabana, zona sul do Rio.
Dezenas de 70 pessoas, entre profissionais de saúde, usuários da unidade
e representantes de diversas secretarias estaduais e municipais,
participaram do evento.
Segundo Carina Pacheco, assessora técnica de Gestão Estratégica e
Participativa da Secretaria de Saúde, a ação abriu pequenos debates
sobre o tema entre os convidados. Cartilhas e cartazes explicitando
diversos tipos de preconceito foram distribuídas ao público.
”O objetivo da ação é enfrentar qualquer tipo de preconceito, seja
ele racial, religioso ou sexual nas unidades de Saúde do estado. A ideia
foi fazer uma campanha ampla, abordando o preconceito como um todo.
Colocamos cartazes com transexuais e pessoas com vestimenta de religiões
africanas para explicitar esse nosso desejo. A proposta é promover
mudanças de comportamento nos profissionais de saúde, levando a uma
sensibilização sobre esse tema. Ele [o preconceito] deve ser combatido
por meio de políticas de saúde pública que garantam um atendimento mais
igualitário no SUS", disse.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea), cerca de 80% dos atendimentos e internações de pacientes negros
no Brasil se concentram no SUS. O baixo índice de assistência à
população negra também é explícito na porcentagem de mulheres negras de
25 anos ou mais que nunca fizeram exames de mama na vida: 46,3%, contra
28,7% de mulheres brancas.
A campanha vai percorrer todas as unidades estaduais de Saúde até o
dia 20 de novembro, quando é comemorado o Dia Nacional da Consciência
Negra.
Fonte: Agência Brasil.
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