O adiantamento ilimitado das receitas dos
royalties – na verdade, uma forma de empréstimo, com garantia de
pagamento – é um dos maiores acintes ao povo campista dos últimos
tempos.
Primeiro, demonstra a falta de zelo e de
planejamento do atual governo com a coisa pública. É inaceitável que, um
município com um orçamento de quase 2,5 bilhões de reais, chegue ao fim
do ano necessitando obter empréstimos para fechar as contas e honrar
compromissos. A situação é ainda mais vergonhosa, quando se sabe que o
grupo político em questão acaba de participar de uma milionária eleição.
Tão vergonhoso quanto, é o papel
desempenhado pela Câmara Municipal, que abrindo mão do seu papel de
fiscalizador, simplesmente deu um cheque em branco ao Executivo, para
fazer o que quiser com as receitas dos royalties dos próximos dois anos,
que podem ultrapassar a barreira dos 3 bilhões de reais. É inconcebível
que algo desse tipo seja autorizado. A depender da ânsia de gastança do
governo e das suas dívidas, os orçamentos de 2015 e 2016 podem ser
gravemente prejudicados, o que certamente levará a um colapso das contas
do município.
Em breve, voltarei a debater o assunto nesse espaço, com novidades que podem mudar o rumo dessa vergonhosa história.
Fonte: Folha da Manhã
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