Apenas muçulmanos com mais de 50 anos de idade tiveram acesso liberado
Palestinos fizeram orações na última sexta-feira
(31/10) em um dos pontos de maior peregrinação em Jerusalém, em meio a
forte presença policial. Chamado de Monte do Templo pelos judeus e de
Nobre Santuário pelos muçulmanos, o local foi fechado por questões de segurança depois da tentativa de assassinato contra o rabino ultranacionalista Yehuda Glick.
Um porta-voz do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, havia considerado o fechamento do complexo uma “declaração de guerra” de Israel.
O episódio aumentou a tensão entre judeus e palestinos e a reabertura
foi parcial: homens com menos de 50 anos de idade não puderam entrar.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tentou acalmar a situação deixando claro que não tem a intenção de mudar o funcionamento dos locais sagrados
da cidade e reforçando o efetivo policial nas ruas de Jerusalém. Micky
Rosenfeld, porta-voz da polícia israelense, disse ao final das orações
do meio-dia que o local estava “relativamente calmo”, informou o New York Times.
A tranquilidade, no entanto, tem sido
exceção em alguns distritos da cidade desde o conflito em Gaza, entre
juho e agosto. Na última semana, outro episódio deixou em evidência o
clima tenso na região. Uma mulher equatoriana e um bebê judeu foram
mortos após um palestino avançar seu carro contra um grupo de pessoas em
um ponto de ônibus. As autoridades israelenses classificaram a ação um
atentado terrorista.
Fonte: G1
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