Foto: Rodrigo Silveira
É hora de o consumidor preparar o bolso porque o preço das carnes bovinas subiu em média 10% e a previsão é de novos aumentos até o fim do ano. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro variou 0,42%, abaixo da taxa de 0,57% de setembro. Com isso, o acumulado no ano fechou em 5,05%, acima dos 4,38% de igual período de 2013. Em Campos a pesquisa mensal da cesta básica, realizada pela secretaria municipal de Defesa do Consumidor (Procon-Campos), realizada entre os dias 4 e 5 deste mês, apontou um aumento de preços em relação ao mês anterior. O aumento foi de 2,30% e no acumulado do ano já está em mais de 10%. A pesquisa aponta que a carne foi uma das grandes vilãs. Mesmo assim, os campistas não deixaram de consumir o produto.
Na região, o problema é maior devido à menor oferta, por causa da seca que vem prejudicando as condições das pastagens e a engorda dos animais ao longo do ano.
Segundo informações dos açougueiros, os cortes nobres é que sofreram os maiores reajustes. O quilo da alcatra e do contrafilé, que em agosto custava R$ 21,90, era vendido ontem por R$ 24,90. Já o coxão mole passou de R$ 16,90 para R$ 18,90, um aumento de mais de 10%.
O aposentado Dorival Manhães foi ao supermercado e conferiu os valores de cortes bovinos e não gostou nada do que encontrou. “O preço está um absurdo, não dá para comprar mais carne. Como alternativa à alta dos preços, serei obrigado a comprou frango ou ovos. Deu para sentir no bolso o aumento”, disse ele.
Mas há aqueles que não abrem mão da carne e de primeira. Esse é o caso da dona de casa Maria Alice Tavares, que não consegue deixar de consumir a carne. “Eu até consigo comer outras opções, como frango e peixe, mas meus filhos adoram a carne e sou obrigada a comprar. Sei que está caro, mas não tem jeito”, disse ela.
Fonte: Folha da Manhã
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