Imagem: divulgaçãoHá quem diga que até bombom de licor ou antisséptico bucal são suficientes para que o motorista seja retido na blitz – apesar de nenhum dos dois ser capaz de deixar ninguém embriagado. O limite de tolerância para álcool no sangue foi reduzido em dezembro do ano passado, e passou de 0,1 miligrama de álcool por litro de ar para 0,05 mg/l. Isso significa que um bombom ou antisséptico bucal podem, sim, causar problemas nas blitz da Lei Seca.
Segundo especialistas, em matéria no site do ‘Extra’,  basta esperar 10 ou 20 minutos para que o efeito do álcool passe. Mesmo que o motorista tenha ingerido bombons com licor, bananas flambadas ou bochechado antisséptico bucal, depois desse tempo o bafômetro não acusará mais qualquer substância alcoólica no sangue. Já com a bebida, o álcool não some assim tão rápido.
Segundo dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal, um homem de 80kg que consome uma taça de vinho, uma tulipa de chope ou lata de cerveja apresenta, em média, 0,09 miligramas de álcool por litro de ar. Essa quantidade é suficiente para que o motorista cometa uma infração gravíssima e seja multado em R$ 1.915,40, além de perder sete pontos na carteira de habilitação e ter o direito de dirigir suspenso por 12 meses. Consumindo mais uma ou duas doses, se apresentar a partir de 0,34 mg/l, o motorista passa a responder por crime de trânsito, e pode ser condenado de seis meses a três anos de prisão.

Fonte: Extra