Após assembleia, categoria decidiu iniciar paralisação a partir do dia 19. Trabalhadores pedem reajuste salarial e melhores condições de trabalho
Reunidos em todo o país para assembleia na noite desta quinta-feira, os bancários rejeitaram a proposta de reajuste de 6,1% apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban). Além disso, os trabalhadores seguiram a orientação do Comando Nacional dos bancários e anunciaram greve por tempo indeterminado a partir de 19 de setembro.
De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo
Greve dos bancários em 2012. Categoria tem 500 mil trabalhadores no País
De acordo com Cordeiro, mesmo registrando lucro recorde, os bancos estão fechando postos de trabalho e piorando as condições de trabalho. O presidente da Contraf-CUT também falou sobre a falta de investimento em segurança. "Os banqueiros se recusam a discutir esses problemas. Por isso, a única saída da categoria é a greve", completa Cordeiro.
O pedido dos bancários é de reajuste salarial de 11,93%, o que representa aumento real de 5%. O Comando Nacional dos bancários representa 10 federações e 143 sindicatos que têm na base 95% dos quase 500 mil bancários do País.
Além do reajuste, os bancários pedem, na pauta econômica, participação nos lucros e resultados igual a três salários mais R$ 5.553,15, piso salarial de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese) e auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 678 ao mês.
Os trabalhadores pedem também melhores condições de trabalho, fim das demissões, plano de cargos e salários, auxílio educação e prevenção contra assaltos e sequestros, entre outros.
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