quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Educação de Campos é refém das indicações dos vereadores

Indicação política do vereador Oséias, a três meses do fim do ano letivo, trocou vice-diretora respeitada da escola Carlos Chagas por quem ainda não apareceu para trabalhar (foto de Valmir Oliveira/Folha da Manhã)
Indicação política do vereador Oséias, a três meses do fim do ano letivo, trocou vice-diretora respeitada da escola Carlos Chagas por quem ainda não apareceu para trabalhar (foto de Valmir Oliveira/Folha da Manhã)
Na última segunda (23/09), em frente à secretaria municipal de Educação (confira aqui), e terça (24), quando foi aprovado na Câmara, em conturbada sessão, uma gratificação de 10% à categoria (veja aqui), os professores de Campos manifestaram seu descontentamento com a política de Educação do governo Rosinha Matheus (PR). Pois desde a última quinta, dia 19, o professor municipal Adriano Moura já havia denunciado aqui, nas redes sociais, as politicagens do governo de Campos na Educação, em detrimento da qualidade do ensino oferecido aos estudantes. Segundo Adriano denunciou também aqui, no dia 20, a vice-diretora da escola municipal Carlos Chagas, em Travessão, foi exonerada do cargo, a apenas três meses do encerramento do ano letivo, para ceder lugar a uma indicação política de um vereador governista que mantém no distrito seu curral eleitoral.
O vereador em questão é Oséias (PTC) e o alvo da sua indicação, agora ex-vice-diretora, a professora Maria Rosa Batista Ferreira. Até ter ser exonerada sem justificativa ou satisfação, seu trabalho na escola conquistou a estima de professores, funcionários, alunos e dos pais destes, todos revoltados com a mudança. Quanto à nova vice-diretora, além de ter sido uma escolha pessoal de Oséias, sabe-se apenas que se chama Emília e que não compareceu ao novo trabalho nem na noite de ontem, nem hoje pela manhã, deixando acéfala a estrutura administrativa da Carlos Chagas.
Se Rosinha leva mesmo a sério a pretensão de tirar Campos do último lugar, entre todos os 92 município do Estado do Rio, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), já passou da hora de fazer o dever de casa.

Fonte: Folha da Manhã

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