Apesar das pessoas garantirem investir caso as empresas voltem a funcionar, 57,2% dos entrevistados avaliam as instituições como pirâmides financeiras
Um dos assuntos que movimenta e muito, as páginas dos cadernos de economia dos jornais brasileiros dos últimos meses é o chamado Marketing Multinível (MM). Novas empresas e investidores surgiram no mercado e chamaram atenção também da justiça, para saber se a prática é legal ou não. Além da justiça e do mundo econômico, o assunto tem o envolvimento político com a defesa de alguns parlamentares pelo desbloqueio das instituições participantes deste processo como TelexFree, BBOM, Priples e outras. Já na capital pernambucana, uma pesquisa revelou que a maioria dos recifenses acreditam que essas empresas sejam pirâmides financeiras e que provocam o indevidamente das pessoas.
Na política o assunto também tem suas repercussões. Alguns deputados federais como Sílvio Costa (PTB-PE), Lourival Mendes (PTdoB-MA) e Silas Câmara (PSD-AM) que inclusive criou o Projeto de Lei de n° 6170/2013 para regulamentar as atividades de operador de Marketing Multinível no Brasil, defendem a causa. O parlamentar estadual do Acre, Moisés Diniz (PCdoB) também é favorável à existência da iniciativa. “Eu fiz uma audiência pública na Câmara Federal sobre a TelexFree e a BBOM e agora fiz um requerimento a Aneel (Agência Reguladora de Energia Elétrica) solicitando uma nota técnica para verificar se a TelexFree é uma empresa que vende sistemas de telefonia voip”, confirmou Costa.
O parlamentar pernambucano demonstrou ser favorável ao desbloqueio, mas não descartou a investigação das empresas. Sem timidez, ele disse que a BBOM é uma pirâmide financeira e prometeu adicionar emendas ao Projeto de Lei de n° 2.126/2011 – que cria o marco regulatório da Internet. “Quando eu for votar (marco regulatório) vou apresentar várias emendas e estou buscando sugestões”, disse, prometendo ainda acrescentar regularizar o Marketing Multinível e sugerir discussões sobre provedores de conexões e de conteúdos.
Outros números apontados pelos participantes da apuração do IPMN são as consequências deste meio de trabalho. O indevidamente ficou em primeiro lugar. Neste quesito 68% das pessoas responderam sim e apenas 19% não. Não souberam ou não responderam alcançaram 14%. Outros problemas expostos foram: prejuízo (67%), problemas na justiça (58%), problemas familiares (56%), problemas com conhecidos (55%), etc.
Para o parlamentar Lourival Mendes é preciso aprofundar melhor o processo de discussão. “A principio nós defendemos os investidores porque entendemos que eles não podem ficar prejudicados. Eu acho que Brasil de qualquer forma contribuiu para que esta situação chegasse onde chegou e nós estamos em defesa do povo que acreditou e que investiu neste sonho. Como membros do Congresso Nacional estamos fazendo nossa parte e vamos ouvir todos os segmentos para depois chegar aos favoráveis e aos negativos para ser possível implantar este mercado multinível no Brasil”, pontuou o parlamentar anunciando realizar nos próximos dias uma audiência na Câmara Federal para tratar do assunto.
Outros deputados como Perpétua Almeida (PC do B-AC) e Acelino Popó (PRB-BA) prometeram criar desde o dia 21 de agosto uma frente parlamentar para acompanhar o caso. O grupo também deverá ser responsável pelo marco regulatório.
Fonte: IG.
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