Atualmente, o sangue coletado para
doação passa pelo teste Elisa, para averiguar, entre outros vírus, se há
a contaminação de HIV e das hepatites B e C. O NAT vai se somar a esse
exame e ao questionário que avalia o histórico do doador para diminuir
os riscos ao paciente que vai receber a doação. Ao contrário do Elisa,
que consegue detectar a incidência dos vírus por meio dos anticorpos
produzidos pelo paciente infectado, o NAT identifica a contaminação com
base em indicadores do ácido nucleico.
Janela imunológica
Segundo o ministro, o NAT já é oferecido
em todos os bancos de sangue do Sistema Único de Saúde (SUS) e agora
vai ser obrigatório também para a rede privada, hoje responsável por
cerca de 30% das transfusões sanguíneas no Brasil. O exame foi
desenvolvido pela Fiocruz e vai ser oferecido gratuitamente aos
hospitais particulares. O Ministério da Saúde estima que até o fim de
2014 o NAT vai ser usado também para a detecção da hepatite B e do vírus
da dengue.
Ampliação da idade
A portaria assinada pelo ministro
Alexandre Padilha amplia de 67 para 69 anos a idade máxima para doação
de sangue no Brasil. Com essa nova faixa etária, a expectativa é
aumentar em dois milhões o público de potenciais doadores. A mudança foi
baseada em países como Estados Unidos, França e Espanha, que já adotam
os 69 anos como limite para a doação sanguínea.
Em 2012, a pasta diminuiu de 18 para 16
anos a idade mínima dos doadores, contanto que os responsáveis autorizem
o procedimento. Com a ampliação das idades mínima e máxima, houve a
abertura de 8,7 milhões de possíveis doadores.
Fonte: Veja
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