quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Investigação sobre viagem de Cabral a Paris é arquivada em meio à confusão

Alvo da CPI, Fernando Cavendish, dono da construtora Delta (no centro), é amigo e cliente de muitos políticos. Na festa ao lado, em Paris, ele acompanhava o governador Sérgio Cabral, do Rio, onde fatura bilhões em obras
Alvo da CPI, Fernando Cavendish, dono da construtora Delta (no centro), é amigo e cliente de muitos políticos. Na festa ao lado, em Paris, ele acompanhava o governador Sérgio Cabral, do Rio, onde fatura bilhões em obras
O Conselho Superior do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro decidiu, nesta segunda-feira (11), arquivar as investigações sobre as viagens do governador Sérgio Cabral a Paris, na França, em 2009 – acompanhado de secretários e de Fernando Cavendish, dono da Delta. A votação foi apertada: seis a favor e quatro contra, e houve desentendimento entre os conselheiros, dando início a um bate-boca entre eles.
A amizade entre o governador e Cavendish não era segredo. Mas a viagem levantou a suspeita de favorecimento à construtora em contratos com o governo do estado. Em abril de 2012, o deputado federal Anthony Garotinho, do PR, divulgou fotos em seu blog de uma comemoração em Paris, há três anos, em que apareciam Cabral, Cavendish e figuras do alto escalão do governo do Rio.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), autor do pedido de investigação das viagens, estava presente e afirmou que encaminhará nova representação ao Ministério Público, exigindo esclarecimentos sobre o assunto mais uma vez. Freixo argumenta que, mais uma vez, não foi informado do arquivamento feito pelo então procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes, em janeiro deste ano, o que o impediu de tomar providências.

Segredos de Cavendish
Na mesma viagem foram tiradas as fotos de Cavendish e dos secretários de Saúde, Sérgio Côrtes, de Governo, Wilson Carlos e outras figuras públicas com guardanapos na cabeça. O então secretário estadual de fazenda, Joaquim Levy, também posou para a câmera, assim como o secretário de urbanismo do prefeito Eduardo Paes. No grupo de amigos, ainda estava Aloysio Neves Guedes, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio.
O caso tinha sido arquivado pelo ex-presidente do MPRJ Cláudio Lopes, por entender que a viagem a Paris não foi custeada com dinheiro público. A denúncia foi encaminhada pelo sucessor de Lopes, Marfan Vieira Martins, ao conselho do Ministério Público.

Fonte: Veja

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