A pesquisa aponta categorias de produtos
que não são exatamente o que aparentam. Entre elas, estão a linguiça
“tipo” calabresa, que pode levar carne de frango, ou o molho de
mostarda, que pode ser confundido com a mostarda.
Para identificar essas “pegadinhas”, é
preciso ficar atento às informações da embalagem. “Ler a lista de
ingredientes é uma maneira de identificar o que de fato se está
comprando”, diz Ana Paula Bortoletto, nutricionista e pesquisadora do
Idec.
Além das embalagens, a posição desses itens nas gôndolas do mercado também pode influenciar na compra.
“O cliente compara informações visuais
de produtos que estão lado a lado, mesmo que não tenham composições
iguais”, afirma Pedro Calabrez, professor de neurociência do consumo da
ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
Especialista sugere que o consumidor leia o rótulo do produto para identificar o que de fato está comprando
No início de 2012, uma reportagem da
Folha elencou produtos gastronômicos que sofreram fraudes, como mozarela
de búfala (feita com leite de vaca) e vinhos (com origem irregular).
No levantamento do Idec, porém, nenhum
grupo analisado desrespeita a legislação (todos os ingredientes e
especificações do produto estão presentes nas embalagens). A pesquisa
serve apenas de subsídio para orientar consumidores durante as compras.
Para avaliar as características
sensoriais desses produtos, o chef Joël Ruiz, da Escola Wilma Kövesi de
Cozinha, participou de uma degustação a convite da Folha.
Foram provadas sete categorias de
produtos, como hambúrguer “sabor” picanha, com proteína de soja e carne
de ave, e bebida láctea fermentada, que pode ser confundida com iogurte.
Em todas foram encontradas deficiências em relação aos produtos
“originais” em características como aroma, sabor e textura.
Bortoletto, do Idec, também ressalta que
alguns desses produtos podem se valer mais do uso de aromatizantes,
corantes e gorduras -ingredientes “que podem deixar o preço final mais
barato”.
Fonte: Folha
Nenhum comentário:
Postar um comentário