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terça-feira, 5 de novembro de 2013
Rio de Janeiro: UPP: Tráfico ameaça quem atrapalhar vendas à noite
Agentes do Parque Proletário têm recebido informações de que haverá confronto diante de ações da polícia
Rio - Traficantes de comunidades do Complexo da Penha têm
feito ameaças constantes a policiais das Unidades de Polícia
Pacificadoras (UPPs) da região. Uma das informações que chegaram à base
do Parque Proletário era a de que os bandidos sairiam todas as noites
para vender drogas, e, caso os policiais fizessem patrulhamento no
horário, haveria confronto. Sábado, o soldado Melquisedec Basílio dos
Santos, de 29 anos, morreu após ataque de criminosos.
À frente da Coordenadoria de Polícia
Pacificadora (CPP), o coronel Frederico Caldas confirmou que ameaças e
informações sobre a movimentação de traficantes chegam sempre à
CPP. “Essas ameaças chegam quase todos os dias, mas não sabemos se
realmente vai acontecer ou se é uma tentativa de desestabilizar o
programa. Na maioria das vezes, não se concretiza, mas não desprezamos
nenhuma informação. Não vamos parar de fazer o que queremos. Todos os
policiais estão nas ruas e vamos fazer o nosso trabalho”, afirmou
Caldas.
Policiais foram atacados por bando, sábado, quando soldado morreu
Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Há 15 dias, quando surgiram as primeiras
informações de bandidos circulando na região, o oficial reforçou o
patrulhamento nos complexos do Alemão e da Penha. Ele aumentou as
equipes de cinco para 10 patrulhas nos conjuntos de favelas e também na
Rocinha, além de pedir reforço dos batalhões de Operações Especiais
(Bope) e de Ações com Cães (BAC).
Sábado, cerca de duas horas antes do atentado que vitimou
o soldado Melquisedec, o Bope tinha feito operação no Parque
Proletário. As unidades de elite passaram todo o fim de semana
vasculhando as comunidades e a mata. Ontem, o BAC apreendeu drogas na
Penha. O soldado Melquisedec foi o sétimo policial morto desde o início
da implantação das UPPs, em 2008, no Dona Marta. Ele estava no
patrulhamento quando 15 traficantes abriram fogo contra os policiais. Um
outro PM e três moradores ficaram feridos na ocasião. Operação onde há resistência
Na Rocinha, onde 70 policiais foram trocados, o coronel
Frederico Caldas também anunciou reforço no patrulhamento. Ele ampliou o
número de policiais nas patrulhas para coibir a ação de criminosos. De
acordo com o oficial, todas as comunidades que apresentarem resistência
do tráfico receberão apoio no patrulhamento e, se necessário, operações
pontuais, a exemplo da força-tarefa União de Paz, realizada em setembro
no Complexo de São Carlos.
“Fizemos uma ação onde participaram policiais de várias
unidades, na intenção de checar denúncias, conscientizar moradores e
também coibir o crime. O resultado foi muito positivo lá”, ressaltou
Caldas. Na época, o coordenador anunciou que pretendia estender a mesma
operação para comunidades da Rocinha e do Complexo do Alemão.
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