O esquema piloto – custeado pelo governo
britânico e por uma associação de pesquisa médica – está sendo
implementado em áreas pobres de South Yorkshire e Derbyshire, no norte
da Inglaterra.
As mães receberão cupons para serem gastos em lojas e supermercados.
O esquema será testado com 130 mães até
março. Caso seja bem-sucedido em estimular a amamentação, ele pode se
transformar em um programa de escala nacional.
Essa não é a primeira vez que estímulos
deste tipo são usados pelo NHS – o sistema nacional de saúde pública da
Grã-Bretanha. Um programa semelhante já foi usado para combater o
cigarro e estimular a perda de peso.
As regiões de South Yorkshire e
Derbyshire foram escolhidas por apresentarem baixos índices de
amamentação. Em média, apenas cerca de 25% das mães amamentam entre a
sexta e oitava semana após o nascimento. A média nacional é de 55%.
Uma parte do dinheiro – 120 libras
(cerca de R$ 430) – estará disponível antes mesmo de elas começarem a
amamentar. O restante é desembolsado depois. Todas as mães terão
acompanhamento de agentes de saúde.
Pesquisas sugerem que amamentação ajuda no desenvolvimento da saúde dos bebês e a prevenir problemas estomacais e infecções.
Clare Relton, uma especialista da
Universidade de Sheffield, universidade que participa do esquema piloto,
disse que o programa pode ajudar a tornar a amamentação em um padrão
normal, e não na exceção.
Mas Janet Fyle, do Royal College of Midwives, uma entidade de representação de parteiras, questiona o programa.
“O motivo para a amamentação não pode
ser baseado em recompensa financeira. Ele precisa ser algo que a mãe
quer fazer, que seja do interesse da sua saúde e do bem-estar do filho”.
Fonte: BBC Brasil
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